A educação financeira infantil é um assunto que deve ser tratado desde cedo com os pequenos. Apesar de algumas escolas já trabalharem esse conceito no ambiente de sala de aula, os pais devem ter uma preocupação redobrada com o assunto em casa.

Uma educação financeira bem-fundamentada é a base principal para que os seus filhos possam ser pessoas economicamente independentes no futuro, entendendo a real importância da administração das suas finanças e dos investimentos.

Pensando na importância do assunto, nós resolvemos escrever este artigo. Nele, mostramos algumas dicas práticas e simples para ensinar sobre educação financeira para as crianças. Acompanhe!

 

Por que ensinar sobre educação financeira infantil para seus filhos?

Segundo o site da revista Valor Econômico, em abril de 2020, o nosso país atingiu o assustador patamar de 66% de famílias endividadas no território nacional. Isso demonstra para todos que o brasileiro, em sua grande maioria, não estuda sobre educação financeira.

Se todas as famílias se preocupassem com esse assunto, certamente, esse número seria muito menor. O grande problema é que pais e mães que se encontram nessa condição, geralmente, não têm muito argumento para debater sobre educação financeira com seus filhos.

Contudo, é criada uma bola de neve em que famílias endividadas geram crianças que serão adultos com hábitos de consumo totalmente equivocados, gerando mais endividamento. Por sua vez, se esses mantiverem os mesmos hábitos, o ciclo se repetirá com seus filhos e assim sucessivamente.

A única forma de se frear esse ciclo, é aprender sobre o assunto e passar para seus filhos. Pais e responsáveis que cuidam das suas finanças e educam seus filhos dessa forma, têm grandes chances de formar adultos conscientes para com seu dinheiro e que têm mais probabilidade de fazer escolhas certas no futuro, garantindo a criação de um ciclo virtuoso de prosperidade.

O objetivo principal da educação financeira infantil é mostrar para os seus filhos como é possível lidar com o dinheiro, fazendo com que eles tenham acesso às noções de gerenciamento básico de suas finanças, incutindo a importância de tomar decisões conscientes e sensatas desde a sua infância.

Fazendo isso, eles começam a entender que os seus atuais provedores financeiros não farão isso para sempre e que será papel deles desenvolverem suas próprias fontes de renda, investimento e gestão do seu capital.

Realmente, algumas instituições de ensino já estão inserindo a educação financeira em sua grade escolar, entretanto, não são todos os pais e mães que têm acesso a esse tipo de escola. Portanto, mesmo com essa falha que existe no sistema de ensino, é fundamental que os responsáveis comecem a ensinar sobre finanças aos seus filhos.

 

Como ensinar educação financeira infantil?

Agora que você entendeu a importância de ensinar educação financeira para os seus filhos, mostraremos algumas dicas práticas para fazer isso. Acompanhe!

 

Defina o valor da mesada

A mesada já foi questionada por muitos especialistas da área da educação, entretanto, atualmente, é convencionado que, quando possível de ser praticada, pode ser interessante e benéfica para a formação da inteligência financeira das crianças.

A mesada é muito mais do que uma simples quantia entregue nas mãos da criança. Basicamente, é um mecanismo que pode servir para ensiná-la a gerenciar o seu próprio capital desde cedo.

Para tanto, é importante que você defina valores e períodos de “pagamento” diferentes para cada idade. Por exemplo: na faixa etária de 6 a 8 anos, ela pode ser semanal, dos 9 aos 11, quinzenal, e dos 12 aos 15, mensal, aumentando de valor gradualmente.

 

Ofereça recompensas 

Outro ponto importante é oferecer recompensas. Entretanto, é necessário ter muito cuidado e equilíbrio para que não se desperte na criança um sentimento de ganância ou oportunismo.

A recompensa deve ser dada quando o seu filho, efetivamente, merecer tal vantagem. Ela deve ser proporcionada em momentos verdadeiramente desafiadores, como quando a criança apresenta uma nota alta em uma disciplina que tem dificuldade.

O objetivo por trás dessa dica é deixar claro na mente do seu filho que ele precisará “trabalhar” para obter um resultado desejado. Muitas pessoas que não tiveram esse tipo de estímulo na infância acabam tornando-se acomodadas com a real situação.

Os pais que sabem desafiar os seus filhos criam adultos que tendem a buscar caminhos e soluções no futuro, gerar novas fontes de renda, investir seu capital de forma consciente e gerenciar o seu patrimônio com maestria.

 

Seja exemplo dentro da sua casa
Sabe aquele ditado: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Então, ele deve ser eliminado totalmente da sua vida, especialmente se você espera que seus filhos sejam economicamente independentes no futuro e entendam a educação financeira, pois, para isso, é necessário que você dê o exemplo primeiro.

Um brilhante escritor e palestrante dos Estados Unidos, chamado Jim Rohn, dizia que “nós somos a média das 5 pessoas com quem mais passamos o tempo”. Em outras palavras, significa que os seus filhos, muito provavelmente, serão um reflexo do que você é em sua essência.

Portanto, se você tem uma vida financeira repleta de dívidas e sem um planejamento econômico, é muito provável que seus filhos também passem por esses mesmos transtornos quando atingirem a idade adulta.

Ensinar sobre educação financeira infantil é um processo de deve ser iniciado com uma autoanálise de sua situação para que, em seguida, você possa ensinar sobre o assunto para os pequenos.

 

Introduza alguns conceitos sobre o mercado financeiro

Algumas pessoas não gostam de falar sobre dinheiro e investimentos, por acreditarem se tratar de um assunto chato e sem graça. Isso se deve, principalmente, pelo fato de nunca terem conversado sobre essa questão quando crianças.

É claro que você não deve forçar seu filho a entender o que é um investimento de renda fixa ou variável, entre outros conceitos mais complexos.

Esses assuntos podem ser introduzidos em conversas simples do dia a dia, quando você se deparar com situações em que seja possível esclarecer alguns termos simples do mercado, como o que é a Bolsa de Valores e o que são ações de empresa.

Em muitos casos, situações fictícias podem dar a oportunidade de explicar sobre o mercado financeiro. Por exemplo, um filme ou uma novela, em que o personagem se torna sócio ou acionista de uma empresa, pode ser uma oportunidade para explicar para seu filho sobre esses conceitos.

Vale a pena ressaltar um detalhe importante: o ideal é que essa introdução ao mercado financeiro seja feita com crianças que já estão entrando na fase da adolescência.

Tentar incutir esses conhecimentos — por mais simples que possam parecer — em crianças muito pequenas pode acabar confundindo-as, tornando o processo de aprendizado sobre o tema ainda mais complexo do que poderia ser.

Além disso, tenha cuidado com essa explicação. É fundamental que ela seja simples, de preferência em meio a um processo lúdico, com exemplos e de fácil compreensão. Evite assustar o seu filho com palavras rebuscadas e termos de alta complexidade.

 

Mostre a importância de investir

Após estimular a curiosidade do seu filho quanto ao mercado financeiro, vale a pena demonstrar a ele a importância de investir seus recursos.

Explique que existem inúmeras possibilidades de fazer o seu dinheiro trabalhar por você e que a forma mais correta de se fazer isso é investindo no mercado financeiro. Isso certamente deixará a criança curiosa e pensativa sobre o assunto.

À medida que ela for crescendo, terá mais capacidade de entender o mercado financeiro e iniciar suas primeiras aplicações — obviamente que com o auxílio dos pais.

 

Estimule o hábito de investir

Para as crianças mais novas, ter um cofrinho pode ser uma excelente ideia, especialmente para implementar na mente delas a importância de poupar recursos. No entanto, você pode substituir o cofrinho por uma conta em um banco de investimentos.

Em uma conta em nome da criança, mostre a aplicação sendo realizada e a estimule a acompanhar a evolução dela sob sua supervisão. Incentive-a para que aquela aplicação seja resgatada para um determinado objetivo, sempre implementando a ideia de consumo inteligente.

 

Ensine a pensar no longo prazo

Por fim, é fundamental que você ensine o seu filho a pensar no longo prazo. Mostre a ele como é possível ter bens de alto valor quando se passa um bom tempo acumulando o capital, investindo e gerenciando seus próprios recursos de maneira consciente.

 

Quais são as consequências de não ensinar educação financeira para os filhos?

Por fim, é fundamental que os pais entendam que não incluir a educação financeira na educação convencional dos filhos pode trazer consequências devastadoras para a saúde financeira deles quando adultos, como retratado no início desta leitura, como o endividamento e a inadimplência.

Além disso, existe outra consequência muito grave que pode afetar a autoestima dele quando chegar à idade adulta: a falta de recursos suficientes para adquirir os bens que tanto sonhou durante toda a vida.

Também não devemos deixar de mencionar a pior das consequências dessa falha na educação: não saber qual caminho tomar para mudar de vida e ter uma situação financeira mais confortável e segura, caso uma crise inesperada venha a afetá-lo, por exemplo.

Por outro lado, pais que apostam na educação financeira infantil têm grandes chances de formar adultos conscientes da responsabilidade que devem ter sobre suas próprias finanças, o que os ajudará a investirem corretamente de acordo com cada objetivo e necessidade na vida.

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