A Bolsa de Valores é o ambiente em que investidores compram e vendem ativos mobiliários, como açõescommodities e fundos imobiliários.

Boa parte dessas negociações são on-line. Por conta dessa facilidade, você pode ser sócio(a) da Magazine Luiza, por exemplo, sem sequer sair de casa.

Porém, há muitos mitos sobre o mercado financeiro, principalmente relacionados aos riscos e à ideia de que é preciso de muito dinheiro para começar a investir.

Na verdade, a Bolsa de Valores pode ser acessível para o pequeno investidor: com menos de R$ 100, já é possível adquirir ativos.

Com a taxa de juros ainda baixa, a poupança se mostra, cada vez mais, uma opção não rentável para fazer o seu dinheiro render.

Pensando nisso, preparamos um guia completo com tudo o que você precisa saber sobre a Bolsa de Valores, além de dicas incríveis!

Boa leitura!

O que é e como funciona a Bolsa de Valores?

A Bolsa de Valores é um mercado organizado que concentra as negociações de ativos como:

O seu principal objetivo é tornar os negócios líquidos, transparentes e seguros a todos os investidores. Basicamente, quando um empresa deseja fazer uma captação financeira, ela pode abrir o seu capital na Bolsa de Valores por meio de um IPO.

Assim, as suas ações passam a ficar disponíveis aos investidores, que, por sua vez, têm a alternativa de se tornarem sócios do negócio.

As negociações da Bolsa de Valores funcionam com base na lei da oferta e demanda. Portanto, quanto maior a procura por um determinado ativo, mais o seu preço sobe.

Geralmente, quando nos referimos a ações, o aumento da demanda está relacionado a mudanças, seja na empresa, seja no país ou no mundo, que podem trazer benefícios ao negócio. Já quando o assunto envolve a queda no preço das ações, há um indicativo de que os investidores estão saindo do investimento, vendendo suas participações.

No início de 2020, quando as tensões entre Irã e EUA aumentaram, as ações ordinárias de Petrobras subiram mais de 3% no dia 6 de janeiro, devido ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional.

Em contrapartida, como mencionamos, acontecimentos quer afetam diretamente uma empresa, ou mesmo um país, como, por exemplo, tragédias ambientais, casos de corrupção, diminuição da produção de alimentos, surgimento de doenças e afins podem fazer as suas cotações caírem por conta da diminuição na demanda.

Portanto, a Bolsa de Valores atua como um ambiente no qual os investidores negociam, também, as suas expectativas diariamente.

Qual a diferença entre B3 e BM&F Bovespa?

A BM&F Bovespa é o antigo nome da Bolsa de Valores brasileira, que recebeu esse nome após a fusão entre a BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) e Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

A fusão delas ocorreu em 2008 e permaneceu até 2017, quando deu espaço à B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). A B3, por sua vez, resulta da união entre a BM&F Bovespa e a Cetip. Essa última era responsável pela custódia dos títulos públicos e privados em circulação no Brasil.

Portanto, o objetivo da fusão dessas empresas foi centralizar as negociações de valores mobiliários e oferecer mais segurança e praticidade aos investidores.

Como investir na Bolsa de Valores?

A Bolsa de Valores é um ambiente on-line onde ocorrem as negociações de valores mobiliários como ações e cotas de fundos imobiliários, por exemplo. Essas negociações são mediados pelos bancos digitais e corretoras de valores.

Portanto, um importante passo a ser dado antes de pensar em investir em ativos desse tipo, é abrir uma conta em uma dessas instituições, como o modalmais.

Assim, é possível obter o home broker, uma ferramenta que dá acesso, em tempo real, ao ambiente de negociação da Bolsa de Valores, permitindo que você compre e venda ativos presentes nesse mercado.

Antes de negociar qualquer ativo, é fundamental definir quais são os seus objetivos, como por exemplo, aposentadoriafazer uma viagem ou comprar um imóvel.

Outro ponto importante é conhecer o seu perfil de investidor. Isso é possível por meio de um questionário que indica o seu grau de tolerância ao risco.

Com esses dois fatores em mente, fica mais fácil definir os investimentos que devem fazer parte da sua carteira, bem como o prazo adequado para cada um deles.

No entanto, vale lembrar que, o ideal, é diversificar o seu capital, mesmo em cenário de juros baixos. Alocar todo o seu dinheiro em renda variável pode ser muito arriscado, principalmente se você está começando agora.

Diversas tipos de operações podem ser realizados em ambiente de Bolsa de Valores, como é o caso do day tradescalper e swing trade. Para escolher o mais adequado ao seu perfil, é fundamental estudar cada uma dessas operações.

Além dessas opções, há também a possibilidade de investir na Bolsa de Valores com foco no longo prazo. Assim, é possível rentabilizar tanto com a valorização das cotações, quanto com o recebimento de dividendos.

Qual o valor mínimo para entrar na Bolsa de Valores?

Na verdade, não há um valor mínimo para começar. Isso depende dos preços dos ativos que você deseja investir. O lote padrão para ações e opções é composto por 100 papéis. Já nos fundos imobiliários e ETFs (Exchange Traded Funds), é possível comprar a partir de uma cota.

Vale a pena investir na Bolsa de Valores com pouco dinheiro?

As oportunidades que você pode encontrar na Bolsa de Valores não dependem exclusivamente do montante investido.

Portanto, mesmo com pouco dinheiro, você pode ter um bom rendimento. Obviamente, com uma quantia maior, o lucro líquido tende a ser maximizado.

Considere que você possui 100 ações que custam R$ 10 cada. Se elas se valorizarem, atingindo os R$ 20, o resultado terá sido de R$ 1 mil ou 100%.

Agora, digamos que você tenha 10 mil papéis, em vez de 100. Ainda nesse exemplo, o lucro teria sido de 100%, mas o retorno, nesse caso, de R$ 100 mil. Perceba que, nos dois casos, você obteria um resultado proporcional ao valor investido. O mesmo vale para um resultado, eventualmente, negativo.

Por esse e outros motivos que você deve ter, antes de iniciar seus investimentos em ações, uma reserva de emergência em um tipo de aplicação que proporcione maior segurança quanto à oscilação sobre o valor aplicado, para que você possa recorrer a esse recurso, caso passe por alguma situação de necessidade, como perda de emprego ou, mesmo, uma doença.

Quais são os custos da Bolsa de Valores?

Basicamente, as taxas para investir em ativos, como açõesFIIs e opções são:

Imposto de Renda (IR): nas operações day trade com ações, ele é calculado sobre o rendimento da operação, sob uma alíquota de 20%.

Ao nos referirmos às operações normais (ou seja, em que a posição é aberta em um pregão e encerrada somente em outra, a sua alíquota é de 15% sobre as vendas do mês acima de R$ 20 mil. Para movimentações que, no mês, foram inferiores a esse valor, há a isenção.

Nos FIIs, independentemente do tipo de operação (day trade ou swing trade, por exemplo), a alíquota será sempre de 20%. Em todos os casos mencionados neste parágrafo, o recolhimento do imposto é de responsabilidade do próprio investidor.

Aliás, no modalmais você conta com uma ferramenta que pode ajudar você na hora de declarar e recolher seus impostos: a Calculadora de IR;

Emolumentos: essa taxa é cobrada pela B3, e quando referente a ações, trata-se de um percentual que depende, geralmente, do tipo de operação (normal ou day trade), tipo de investidor (pessoa física ou jurídica) e do volume negociado.

Taxa de liquidação e negociação: ambas são indicadas também na nota de corretagem. Para as pessoas físicas, a taxa de liquidação sobre operações com ações é de 0,0250% e a de negociação, 0,0050% – ambas descontadas sobre o volume total negociado.

Taxa de custódia: ela é cobrada pelas instituições intermediadoras (corretoras, bancos de investimentos), que podem ou não isentar os seus clientes. Portanto, trata-se de um custo que varia conforme a instituição. No modalmais, não cobramos a taxa de custódia de nossos clientes.

Taxa de corretagem: esse custo incide sobre as ordens de compra e venda de ativos na Bolsa de Valores. Geralmente, é um valor fixo ou um percentual sobre o negociado. Aqui no modalmais, você encontra os melhores planos de conta e condições de corretagem.

Qual o horário de funcionamento da Bolsa de Valores?

Para investir na Bolsa de Valores é necessário conhecer os horários de pregão, ou seja, de funcionamento das negociações de compra e venda, em cada mercado. Veja o quadro a seguir e conheça os atuais horários de funcionamento do mercado de ações:

Fonte: B3

Os horários de negociações de ações – bem como o de futuros – na B3, podem variar em decorrência do início ou fim do horário de verão nos Estados Unidos ou outros fatores. Por conta disso, é importante sempre conferir a tabela disponível no próprio site da instituição.

O que é o pregão da Bolsa de Valores?

O pregão da Bolsa de Valores representa o horário de negociação de ativos na Bolsa de Valores. Assim, o pregão ocorre entre a abertura do mercado e o seu fechamento.

Como mostrado na figura anterior, o pregão de ações na B3 tem cinco etapas, sendo que cada uma delas tem uma função. Confira a seguir!

  • Cancelamento de ofertas: período em que papéis ofertados na compra e na venda, que sobraram do pregão do dia anterior, são anulados;

 

  • Pré-abertura: período em que as ordens de compra e venda são registradas. Apesar de nenhuma dessas ordens ser finalizada até a abertura oficial do mercado (na próxima etapa que mencionaremos), elas definem o preço de abertura das ações;

 

  • Negociação: esse é o período oficial de negociaçãodos ativos, ou seja, é quando, de fato, as ações são compradas e vendidas, fazendo com que ocorra as oscilações de preços;

 

  • Call de Fechamento: é nessa etapa – nos últimos cinco minutos do pregão regular – que ocorre o leilão que determina os preços de fechamento de determinados ativos (geralmente dos que compõem o índice Ibovespa);

 

  • After-Market: essa é a última etapa e o momento que permite que investidores que não conseguiram negociar seus ativos durante a etapa de maior duração – o período de negociação –, possam fazê-lo.

 

Vale lembrar que, no After-Market, somente ações que compõem o índice Ibovespa e/ou o índice IBrX (100 ou 50) podem ser negociadas, e desde que tenham sido compradas ou vendidas naquele mesmo dia – pelo próprio investidor ou mesmo por outros.

É seguro investir na Bolsa de Valores?

A Bolsa de Valores brasileira é regulada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) – autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda, que protege os investidores de atos ilegais ou irregulares por parte de administradores de empresas listadas, acionistas e corretoras de valores.

Vale destacar, ainda, que todas as negociações são registradas na CBLC (antiga “Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia” e atual “Câmara de Ações e Renda Fixa Privada”). Ela é, portanto, responsável por garantir a segurança de suas operações, além de liquidar e custodiar os seus ativos.

Nesse sentido, a Bolsa de Valores pode, sim, ser considerada um ambiente de negociação seguro, no entanto,  o risco sobre os investimentos sempre existirá.

Por isso, é importante que, como investidor, você aprenda a alocar seus recursos de forma segura, mesmo que sem deixar de visar a rentabilidade, ao entender como funciona esse mercado e ter estratégias muito bem definidas.

Quais são as principais Bolsas de Valores do mundo?

Em 2017, com a criação da B3, a Bolsa de Valores brasileira se tornou a 5ª maior do mundo. Porém, a pouca participação dos investidores brasileiros nesse mercado, pode fazer com que ele ainda seja considerado pequeno.

Apesar de o número de investidores pessoas físicas cadastrados na B3 ter dado um grande salto (um crescimento de 92,1%) entre dezembro de 2019 e o mesmo período de 2020, até aquele momento, o número representava apenas 3% da população brasileira.

Portanto, a influência da B3, no cenário mundial, ainda está em expansão, enquanto que as Bolsas de Valores dos EUA, Nasdaq e NYSE costumam influenciar o mundo todo.

As Bolsas asiáticas, como de Tóquio, Hong Kong e Shanghai podem sacudir até os mercados do ocidente, principalmente nas commodities.

Na Europa, a Bolsa de Londres e a Euronext (união das Bolsas de Amsterdã, Paris e Bruxelas) também podem exercer influência sobre os investidores em outras partes do mundo.

Como acompanhar os resultados de suas operações na Bolsa de Valores

Acompanhar seus resultados somente tendo como base as oscilações de preços, pode não ser o meio que fornecerá as informações que, de fato, você precisa. O ideal, é ter em mãos, também, a Nota de Corretagem.

Ela representa o extrato detalhado das suas operações no mercado de ações e aponta, exatamente, a quantidade e o preço negociado por cada ativo.

Breve história da Bolsa de Valores no Brasil

A primeira Bolsa de Valores no país foi fundada em 1845, no Rio de Janeiro. Já a Bovespa iniciou em 1890, e logo tomou o espaço da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

Nos anos 60, cada estado possuía sua própria Bolsa. No entanto, as negociações eram focadas em commodities. Após diversas aberturas e fechamentos, a Bolsa de Valores no Brasil só começou realmente a vigorar em 1967.

Em 1969, o índice Bovespa foi criado com cerca de 18 ações. Em janeiro de 2020, ele evoluiu para 73 ativos. Hoje, o indicador já chegou a ultrapassar os 130 mil pontos.

Em 2008, a Bovespa passou a incorporar a BM&F. Porém, a fusão só ocorreu, de fato, em 2008, quando passou a se chamar BM&F Bovespa. Finalmente, em 2017, a Bolsa de Valores se uniu à Cetip, dando início à B3, como conhecemos hoje.

A Bolsa de Valores é o ponto de encontro de pessoas interessadas em negociar e obter resultados promissores com ativos mobiliários.

Nesse ambiente, não há distinção entre grandes e pequenos investidores: todos têm a oportunidade de alcançar bons resultados. Então, este pode ser o momento ideal para você começar, mesmo que com pouco dinheiro.

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