O universo dos investimentos é repleto de títulos dos mais variados tipos. Existem ativos para as pessoas mais conservadoras, que não suportam correr riscos, e também para aqueles mais arrojados. A Letra Hipotecária (LH) é um exemplo dessa vasta gama de ativos.

Conhecer outras modalidades de aplicação possibilita que o investidor tenha acesso a rentabilidades diferenciadas e, principalmente, diversifique as suas aplicações para fracionar o risco inerente a cada uma delas.

Neste artigo, discorreremos de forma detalhada sobre a LH, passando pelo seu conceito, funcionamento, vantagens, desvantagens, entre outros pontos. Acompanhe!

 

O que é a Letra de Crédito Hipotecário (LCH)?

As Letras Hipotecárias (LH) foram criadas em 1986, são considerados ativos de renda fixa e lastreadas em créditos imobiliários de hipotecas, podendo ser emitidos por bancos ou quaisquer instituições financeiras que emprestem recursos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Vale ressaltar que uma hipoteca é uma modalidade de crédito em que o cliente oferece o seu próprio imóvel como garantia de pagamento de um empréstimo tomado em uma instituição.

Dessa forma, ao investir em uma LH, o investidor empresta o seu dinheiro para que uma instituição financeira realize as suas operações nesse mercado e, em contrapartida, recebe dela uma remuneração sobre o valor aplicado.

Mas você precisa saber fazer a distinção entre esse ativo e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI). As principais diferenças estão no prazo mínimo de resgate e no lastro de cada título. No caso das LCIs, por exemplo, o lastro da aplicação é em crédito imobiliário, garantido por hipoteca ou por alienação fiduciária do imóvel.

 

Quais são os tipos existentes?

Basicamente, as LHs se diferem pelo tipo de rentabilidade. Ela pode ser prefixada ou pós-fixada, ou seja, atrelada a um indicador — que pode ser o CDI ou a TR (Taxa Referencial), por exemplo.

Ela também pode ser emitida com base em indicadores de preços, como o IPCA ou IGP-M. O prazo de vencimento desse ativo pode variar entre 24 e 60 meses, e o percentual de rentabilidade pode variar bastante, de acordo com as regras do emissor. Quanto à rentabilidade, separamos os tipos em três tópicos para você entender com mais detalhes.

 

LH com rentabilidade em Taxa Referencial (TR)

A LH que remunera de acordo com a TR acrescenta uma taxa de juros prefixada a esse percentual de referência. Atualmente, é mais difícil encontrar esses tipos de ativos no mercado, visto que a TR está zerada desde setembro de 2017.

 

LH com rentabilidade atrelada ao CDI

No caso da LH que tem rentabilidade atrelada ao CDI, a instituição que vende o título é quem decide o percentual que será pago em relação a esse indicador, que pode representar, por exemplo, 90% do CDI.

 

LH pré-fixada

Por fim, temos a LH prefixada. Nesse caso, o investidor conhece a rentabilidade da sua aplicação no exato momento em que faz a aquisição do título.

 

Como ela funciona?

Agora que você entendeu o que é a Letra Hipotecária (LH) e os seus tipos existentes, mostraremos de forma mais detalhada o seu funcionamento.

Como mencionamos no início do artigo, hipoteca é uma modalidade de empréstimo na qual o cliente deixa um imóvel como garantia para a instituição financeira que cedeu o montante.

Nesse sentido, as Letras Hipotecárias (LH) têm por objetivo captar recursos para que essas instituições possam oferecer essa modalidade de empréstimo. Com a criação da LCI, as LHs perderam um pouco o seu espaço no

mercado, entretanto, elas ainda vêm sendo uma ótima opção para quem deseja ter boas rentabilidades e baixo risco.

Explicando resumidamente, ao adquirir uma a LH você estará, de certa forma, emprestando dinheiro para que uma instituição financeira ofereça esse serviço de “empréstimo com garantia de imóvel” aos seus clientes.

 

Como investir em Letra de Crédito Hipotecário?

As Letras Hipotecárias (LH) podem ser encontradas em diversas instituições. O mais comum é que os investidores iniciantes procurem bancos para investir nesse tipo de ativo, especialmente os chamados bancos múltiplos, que têm carteiras de crédito imobiliário ou, até mesmo, sociedades de crédito.

Entretanto, essa modalidade também é encontrada em companhias hipotecárias, ou seja, empresas que têm como finalidade principal a oferta de crédito com garantia de imóveis ou associações e poupanças de empréstimos dessa categoria.

Algumas corretoras ou bancos de investimentos também podem oferecer essa modalidade. Para acessar esse ativo é necessário abrir uma conta em alguma dessas instituições, aportar o valor que pretende investir, escolher a modalidade e fazer a aplicação.

 

Os riscos das LH

Antes de efetivar um contrato de investimento, mesmo que em ativos de renda fixa, é importante conhecer os riscos inerentes à aplicação. A LH é considerada de baixo risco, sendo um produto indicado, especialmente, para investidores conservadores ou moderados.

Além disso, esse ativo também conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que protege o seu capital investido no título até o limite de R$ 250 mil por instituição emissora e CPF. Os riscos dessa modalidade de aplicação são divididos em três grupos. Veja quais são eles!

 

Risco de crédito

O risco de crédito pressupõe a possibilidade de uma instituição financeira não honrar com o pagamento do valor aplicado acrescido da rentabilidade ao final de um período.

Esse risco pode ser reduzido se você optar por investir em títulos emitidos por instituições financeiras sólidas e com boa reputação no mercado. Mesmo assim, ainda existe a garantia do FGC, até o limite mencionado.

 

Risco de mercado

O risco de mercado ocorre com a mudança nos preços ou nos parâmetros do mercado em que a LH está inserida. A variação de indicadores pode afetar diretamente a rentabilidade do investimento. Isso pode acontecer especialmente no caso de ativos pós-fixados, vinculados a indexadores como o CDI ou IPCA.

 

Risco de liquidez

O risco de liquidez se refere a uma possível dificuldade enfrentada em transformar o investimento em dinheiro líquido, pronto para ser utilizado.

Portanto, para reduzir esse risco é importante ter a plena certeza de que você não precisará do valor aplicado como uma reserva de emergência, tendo em vista que ele ficará retido durante o prazo de vencimento indicado no momento em que o título foi adquirido.

 

Quais são as vantagens e desvantagens dessa aplicação?

Para finalizar este artigo, discorreremos sobre as principais vantagens e desvantagens desse tipo de aplicação. Acompanhe!

 

Vantagens

Uma das vantagens deste título está no fato que ele possui isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas. Como esse ativo está vinculado ao setor imobiliário e existe uma forte prática de benefícios fiscais para ele, os investimentos relacionados também recebem esse benefício.

Além disso, ao investir em LH, é possível atrelar o seu ativo a um contrato de Swap. Isso significa que o investidor pode trocar a forma de rentabilidade do título durante o prazo da aplicação.

Para exemplificar como ocorre um swap com LH, imagine um título que seja atrelado à TR. Fazendo um swap, o investidor tem a possibilidade de optar, por exemplo, por uma LH que utiliza um percentual sobre o CDI. Entretanto, isso só é possível se a instituição financeira e o próprio investidor aceitarem.

Essa troca tem o poder de maximizar a rentabilidade do investimento, portanto, vale a pena ficar atento a essa vantagem.

Por fim, não poderíamos deixar de destacar a questão da segurança que existe nessas modalidades de aplicação. Por se tratar de um ativo de renda fixa, é natural que a segurança seja um ponto chave ou, até mesmo, uma palavra de ordem. No entanto, para que você possa ampliar ainda mais essa vantagem, é imprescindível contar com uma instituição financeira sólida e confiável, que já tem anos de experiência no mercado.

 

Desvantagens

Apesar dessas vantagens, é importante que você esteja ciente de que há alguns pontos atrelados à essa aplicação, que podem ser considerados como desvantagens. O primeiro deles é que o investimento inicial pode ser bastante elevado, o que não costuma acontecer com outras modalidades — como a LCI ou LCA.

Existem casos em que só é possível adquirir um título desses com um investimento inicial de cerca de R$ 20 mil, o que se torna inviável para muitos investidores, especialmente os que ainda estão iniciando nesse mercado.

Outra desvantagem é a baixa liquidez. Essa é uma característica presente em muitos ativos de renda fixa. No entanto, no caso desse título, vale ressaltar que o resgate antecipado só é permitido após o período de carência que geralmente é de seis meses.

Por fim, é importante saber que o investimento em LH é mais indicado para quem pretender compor a carteira de longo prazo. Além de não ser possível resgatar antes do período de carência, o investidor deve ter em mente que o investimento pode perdurar durante anos, ficando retido durante o todo o período.

Por fim, nós podemos concluir que a Letra Hipotecária (LH) pode ser uma excelente opção de investimento, dependendo de seu perfil e objetivos como investidor. Entretanto, antes de aplicar nesse título, é importante considerar com atenção as vantagens e desvantagens que mencionamos ao longo deste conteúdo.

 

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