Muito se discute sobre o rendimento da poupança, especialmente depois que a taxa de juros praticada no Brasil sofreu diversos cortes, chegando a patamares incrivelmente baixos – abaixo dos 3% antes mesmo do fim do primeiro semestre do ano.

Nesse contexto, retornamos a discussão sobre valer a pena ou não investir na poupança. Afinal, mesmo com taxas tão baixas, ainda existem milhões de pessoas que insistem em deixar o seu dinheiro depositado nela. Por isso, é tão importante que você leia este artigo até o final.

Nele, mostraremos o que é a poupança, como ela funciona, os rendimentos que podem ser obtidos por meio dela, entre outras informações. Acompanhe!

 

O que é a poupança?

Você já ouviu o termo caderneta de poupança? Essa é uma referência à antiga forma em que as pessoas controlavam seu dinheiro em conta. Não existia toda a tecnologia de acompanhamento por meio de aplicativos ou computadores, como temos atualmente, e os rendimentos e depósitos eram anotados em uma espécie de caderneta.

Mais de 150 anos se passaram, e, até hoje, a poupança ainda perdura e é oferecida como um produto financeiro para clientes de bancos tradicionais. Basicamente, ela é uma conta bancária que possui funções limitadas, tais como limites de transações mensais, em troca de um rendimento muito pequeno.

Ao enviar recursos para a poupança, o cliente estará realizando uma espécie de empréstimo para a instituição, que remunera, sobre esse valor “emprestado”, um percentual variável, que é seu rendimento.

Milhares de pessoas ainda utilizam esse tipo de conta para juntar dinheiro, seja como uma reserva de emergência ou para conquistar algum tipo de objetivo, seja sem qualquer propósito.

 

Como ela funciona?

Praticamente todos os bancos oferecem a possibilidade de abertura de uma conta poupança. Alguns, inclusive, fornecem uma conta desse tipo para todos os que abrem contas-correntes na instituição, e você pode transferir recursos livremente entre ambas por meio de aplicativos ou do caixa eletrônico.

Depois de aberta, a conta pode receber depósitos ou transferências. Ao final de cada mês, é calculado o rendimento da caderneta – que é o mesmo, independentemente de qual banco tenha sido escolhido – e são creditados na conta do cliente os juros obtidos dentro desse período, com base no montante que foi depositado.

 

Quais são as vantagens e as desvantagens da poupança?

Ainda neste artigo, você verá que o rendimento da poupança é insignificante. Existem aqueles que a comparam com um cofre em que você, simplesmente, guarda o seu dinheiro. Esse, portanto, é o principal ponto de desvantagem desse tipo de conta, do qual também discorreremos mais detalhadamente nesse artigo.

Outra desvantagem se refere ao prazo necessário para se obter os rendimentos. Se os valores forem mantidos em conta poupança em um período inferior a um mês, não serão remunerados.

Entretanto ela possui algumas características interessantes.

Por exemplo, em alguns casos, é possível realizar pagamentos, transferências e utilizar o cartão de débito para fazer as suas compras. Entretanto, essas funções podem ser obtidas em um banco digital, como o modalmais, que, além de fornecer esses serviços de forma gratuita, também pode oferecer plataformas de investimento, entre outras vantagens.

Além disso, não há a incidência do Imposto de Renda para Pessoas Físicas, sobre os rendimentos obtidos com a poupança.

Também, vale a pena mencionar a altíssima liquidez que essa aplicação possui. Esse conceito se refere à rapidez em que um valor aplicado pode ser convertido em dinheiro à disposição do investidor. Na poupança, praticamente não existe prazo para a liquidez. A hora que você decidir, basta retirar o dinheiro.

Obviamente, para movimentar grandes volumes financeiros, algumas instituições bancárias podem solicitar certo prazo, tendo em vista a indisponibilidade de moeda, mas, na prática, é muito fácil tirar o dinheiro de uma conta poupança.

Por fim, temos a questão da segurança. Essa aplicação é extremamente segura, sendo garantida pelo FGC em até R$ 250 mil, por CPF. Entretanto, mostraremos outras opções de investimento que possuem o mesmo nível de segurança e que são mais lucrativas.

 

Quais são as diferenças entre a nova e a velha poupança?

Você sabia que existe outro tipo de poupança diferente da que temos hoje?

No formato antigo — conhecido como velha poupança —, o rendimento era sempre fixado em 0,5% ao mês, acrescido da variação da Taxa Referencial (TR), independentemente do percentual da taxa básica de Juros – a Selic – em vigor. Nesse caso, a pessoa teria uma garantia de que sua aplicação jamais renderia menos que o percentual fixado.

No entanto, essa regra foi alterada em 2012, com a criação do novo formato, denominado como nova poupança. Então, foi fixado que a partir de 4 de maio de 2012, os novos depósitos realizados renderiam até 0,5% ao mês mais a variação da TR, mas o percentual de rendimento dependeria do percentual da Selic.

Nesse novo formato, se o percentual da taxa Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a poupança renderá o equivalente a 70% da taxa Selic mais a TR, que atualmente está praticamente zerada. Caso a taxa de juros volte aos patamares superiores a 8,5%, a poupança renderá como na regra da velha poupança.

 

Como funciona o rendimento da poupança?

Agora, discorreremos na prática como funciona o rendimento da poupança. Você já sabe que, no formato novo, essa rentabilidade é calculada com base na Selic, mais a Taxa Referencial. Quanto à taxa Selic, o COPOM a reduziu para incríveis 2,25% ao ano (dados atualizados até junho de 2020).

A TR é uma taxa de juros, que foi criada em 1990, com o objetivo de controlar a inflação e desindexar a economia. Naquela época, com a hiperinflação, os ajustes de preços ocorriam com muita frequência e em percentuais elevadíssimos. Então, para conter tais oscilações, essa taxa foi criada.

Como não obteve muito sucesso, a Selic tomou espaço como a principal taxa de juros do país, desde a criação do Plano Real, em 1994. Desde então, a TR, que sofreu diversas mudanças ao longo dos anos, perdeu espaço também no mercado. E desde setembro de 2017, até o último cálculo em maio de 2020, a TR seguia acumulada em 0%.

Então, com base nesses dados, o cálculo é bem simples: se você tem 10.000,00 aplicados na poupança, ela renderá 1,57% ao ano ([2,25 x 70%] + 0%) ou 0,13% ao mês. Apenas para entender o montante em valores reais, seria creditado R$ 13,00 dentro de um mês de acordo com os cálculos.

Parece muito pouco, correto? É exatamente por isso que a poupança está bem longe de ser um investimento, mas, sim, uma forma de guardar dinheiro. E, ainda assim, guardar o seu dinheiro na poupança pode fazer com que ele perca o seu valor de compra, isso porque, o rendimento real pode ser até negativo, dependendo do percentual que atingir a inflação.

 

Quais são os investimentos alternativos à poupança?

Agora que você entendeu que deve passar longe da poupança, se quiser ver o seu patrimônio crescer, provavelmente está se perguntando onde investir o seu dinheiro. Neste tópico, mostraremos algumas opções que proporcionam rendimento superior a ela. Algumas, inclusive, possuem nível de segurança equivalente e até maior. Continue lendo!

 

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

O CDB é um título de renda fixa emitido por bancos. Ele pode ter uma taxa fixa, conhecida como prefixada – por exemplo, 8% ao ano – ou variável, também chamada de pós-fixada. Nesse caso, ela é atrelada a um indicador econômico – por exemplo, 120% do CDI.

A rentabilidade da aplicação sofrerá as variações do indexador utilizado para fixar o percentual de retorno. Essa aplicação possui a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura seus investimentos até o limite de R$ 250.000,00 por CPF e emissor do título.

 

Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA)

Outro título de renda fixa que gera rentabilidades maiores que a da poupança são as LCIs e LCAs. Assim como os CDBs, elas também são emitidas por bancos e têm o amparo do FGC. A vantagem desses títulos é que seus rendimentos não têm a incidência do Imposto de Renda para Pessoas Físicas.

O valor levantado com essas aplicações é utilizado pelas instituições financeiras para fomentar a atividade imobiliária, no caso da LCI, e do agronegócio, nas LCAs.

 

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma das modalidades mais procuradas por investidores que querem sair da poupança. Isso porque ele tem uma excelente taxa de rentabilidade, além da facilidade de acesso. Trata-se de um título público, logo, quem paga os retornos é o Governo Federal.

Por essa característica, apesar de não ter a proteção do FGC, o Tesouro Direto é uma das modalidades de investimento mais seguras que existem. Afinal, para que você perca o seu dinheiro aplicado, o país deveria quebrar primeiro, o que é algo muito difícil de acontecer, mesmo com tantos problemas que ainda temos em nossa economia.

 

Renda Variável

Por fim, temos que tocar no assunto da Renda Variável. A segurança extrema, como ocorre em muitos títulos de renda fixa, não existe nessa modalidade. De fato, é possível perder alguma quantia, além de que a rentabilidade é imprevisível.

Entretanto, a renda variável oferece um potencial altíssimo de rentabilizar ainda mais o capital do investidor. Mesmo que o risco esteja presente, existem diversas formas de reduzir o seu impacto, utilizando algumas estratégias, como a diversificação de investimentos. Na renda variável, existe uma infinidade de produtos financeiros.

Os mais conhecidos são as ações, entretanto há possibilidade de operações com outros ativos, como contratos futuros, além da acessibilidade à renda variável presente em alguns fundos de investimento.

A época em que a Bolsa de Valores era restrita apenas para profissionais ficou para trás há muitos anos. Atualmente, até mesmo pessoas com perfil de investidor moderado podem aproveitar as oportunidades desse mercado, desde que tenham uma boa assessoria e dose de conhecimento, e um controle de risco eficiente.

Por fim, o que precisa ficar muito claro na sua mente é que, de fato, o rendimento da poupança transformou esse tipo de aplicação em algo totalmente inviável. Entretanto, você não precisa ficar preso a ela. A cada dia surgem dezenas de oportunidades em outras modalidades. Basta que você abra os olhos para elas!

Para ajudar você nessa missão, abra a sua conta no modalmais e conheça todas as opções que temos à sua disposição em nossa plataforma de investimento, e veja como podemos ajudar você nesse processo de migração da poupança para investimentos mais rentáveis!

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