Reserva de emergência é um dinheiro guardado para ser utilizado em caso de imprevistos, como um desemprego ou uma doença, por exemplo.

 

Como o nome sugere, a reserva de emergência é uma garantia de que você será capaz de manter seu estilo de vida (eliminando, claro, os excessos) por um determinado período caso enfrente alguma dificuldade que o impeça de ganhar dinheiro de forma ativa.

Sem dúvida, uma das coisas que mais tiram o sono de qualquer pessoa são os boletos para pagar.

Ser incapaz de sustentar uma casa, comprar alimentos para a família ou manter o mínimo viável para uma vida de qualidade pode afetar – e muito – as condições emocionais de qualquer um.

Por isso, é extremamente importante que você esteja preparado e planejado para superar imprevistos. Nesses casos, é melhor não tentar contar com a sorte.

 

Para você entender o que é e como montar a sua reserva de emergência, continue sua leitura.

Aqui, falaremos sobre:

 

  • O que é reserva de emergência?
  • Para que serve a reserva de emergência?
  • Quem deve montar uma reserva de emergência?
  • Quanto deve ser a reserva de emergência?
  • Como montar uma reserva de emergência
  • Onde deixar a reserva de emergência?
  • Onde NÃO investir sua reserva de emergência?
  • E depois da reserva de emergência?

 

Boa leitura!

O que é reserva de emergência?

Reserva de emergência é uma poupança reservada exclusivamente para cobertura de eventuais imprevistos ou dificuldades.

 

O fundo ou reserva de emergência é um montante de dinheiro que você terá guardado, intocável, exclusivamente para pagamento das suas despesas básicas em caso de algum imprevisto.

Como ninguém é bobo nem nada, a reserva de emergência não é aquele dinheiro escondido no colchão – apesar de ser muito comum antigamente, temos, hoje, a sabedoria de que é mais vantajoso colocar o dinheiro trabalhar para nós, não é mesmo?

Por isso, você pode montar sua reserva de emergência fazendo aportes recorrentes em algum investimento de renda fixa com alta liquidez: o seu dinheiro estará acessível a qualquer momento, para cobertura de eventuais necessidades, mas estará rendendo enquanto estiver parado.

Para que serve a reserva de emergência?

É verdade que a economia nacional tem sofrido altos e baixos, desde sempre. Crises econômicas afetam indústrias, causando desempregos. A última, com início em 2014, deixou mais de 13 milhões de brasileiros desempregados.

E não precisa ter crise nacional para você perder o emprego, certo? Essa é uma realidade possível para qualquer funcionário de carteira assinada.

Se você é um profissional autônomo ou empresário, o risco é diferente, mas semelhante: de uma hora para outra você pode, simplesmente, parar de vender.

Além de problemas com o trabalho, existem, ainda, outras situações que podem incapacitar uma pessoa a prover pela sua casa, como um acidente ou uma doença.

Para todos os casos, a reserva de emergência é fundamental. É esse dinheiro guardado que vai garantir o sustento de uma pessoa (ou uma família) por um tempo determinado.

Com ela, é possível manter uma qualidade de vida adequada e auxiliar para que a pessoa possa buscar novas oportunidades ou alternativas para sair da situação emergencial em que se encontra.

Quem deve montar uma reserva de emergência?

A reserva de emergência deve ser o primeiro passo para qualquer pessoa que deseja a independência financeira.

 

Agora que você entendeu o que é e para que serve uma reserva de emergência, hora de saber: quem deve, afinal, montar uma reserva de emergência?

Essa pergunta tem uma resposta fácil: todo mundo.

Ainda que você não seja o provedor principal de sua casa (no caso de você ser um jovem estudante que mora com os pais, por exemplo), a reserva de emergência é essencial para:

 

  • Apoiar o provedor em caso de necessidade;
  • Ser capaz de se sustentar, caso seja impossibilitado de obter dinheiro de forma ativa;
  • Construir uma base resistente para iniciar no caminho dos investimentos – incluindo os mais arriscados.

 

Ou seja: além de auxiliar nas questões emergenciais, a reserva de emergência também é o primeiro passo para qualquer investidor: ninguém, jamais, deve (ou, pelo menos, deveria) investir em ações, por exemplo, antes de ter uma reserva de emergência consolidada.

Portanto, se você ganha algum dinheiro, seja trabalhando, seja uma mesada dos seus pais, comece sua reserva de emergência agora mesmo!

E, se você está enfrentando dívidas, comece sua reserva também. Para tudo existe saída: basta que você faça um planejamento e se comprometa com ele.

Quanto deve ser a reserva de emergência?

Certo, mas de quanto deve ser a reserva de emergência? Depende de cada um.

 

Isso mesmo. A reserva de emergência deve ser montada de acordo com a sua realidade, seu estilo de vida e suas necessidades. Por isso, a minha reserva de emergência terá um valor diferente do seu.

Recomenda-se que a reserva de emergência acumule um montante suficiente para pagar as suas contas e despesas básicas por, pelo menos, 6 meses.

Um semestre é o tempo que você teria, nesse caso, para recuperar o emprego ou pensar em novas formas de ganhar dinheiro, mantendo, é claro, o sustento de sua casa e sua família.

Mas você pode, se desejar, ter uma reserva de emergência capaz de cobrir um período mais longo: como mencionamos, o montante final vai depender das necessidades e prioridades de cada um.

Como montar uma reserva de emergência

Comece a planejar seu fundo de emergência listando todas as suas despesas atuais.

 

Agora que você já está convencido de que precisa de uma reserva de emergência, vamos a um passo a passo simples.

Com ele, você conseguirá organizar um plano adequado para montar a sua reserva, de acordo com a sua realidade. Vamos lá?

Entenda o que é desejo e o que é necessidade

Antes de sair listando suas despesas, você precisa ter muito claro para si o conceito de desejo e necessidade. E esse conceito pode variar de acordo com cada realidade.

Fazer as unhas na manicure, por exemplo, pode ser uma necessidade caso você exerça uma função em que seja exigida uma unha impecável. Ou que você tenha algum problema de saúde em relação às unhas, algo que exija um atendimento e cuidado profissional.

Então, só cabe a você decidir o que é desejo e o que é necessidade na sua vida. A partir dessas definições claras, você poderá avaliar, item a item da sua lista de despesas, o que você pode e o que não pode eliminar em caso de uma emergência.

Liste as despesas básicas (elimine os supérfluos)

Agora sim, você pode listar todas as suas despesas atuais, eliminando aquelas que são supérfluas, ou seja, as que não fazem parte da sua categoria de “necessidade”.

Pode ter alguma despesa supérflua, como uma saída com amigos? Pode. Desde que você saiba que todas as despesas listadas e planejadas farão parte do cálculo da sua reserva de emergência – assim, despesas supérfluas estarão elevando a sua reserva sem necessidade.

Mas, é você quem manda: o importante é que você tenha, ao final, uma lista com valores de tudo que você precisa cobrir com seu fundo de emergência, sem se assustar com o valor!

A recomendação de manter apenas os itens necessários serve, também, para que você mantenha um valor final menor. Se parecer muito dinheiro, vai parecer difícil e poderá acabar desestimulando você a iniciar essa jornada. Não caia nessa!

Calcule o valor ideal da sua reserva

Com todas as despesas listadas, e estando claro quanto elas exigem do seu orçamento, você deve multiplicar o total mensal por 6 (ou por quantos meses você deseja cobertura).

Esse é o montante necessário para manter suas despesas em dia, em caso de algum imprevisto.

Claro que, aqui, estamos desconsiderando outros fatores, como a inflação. Mas serve como base de cálculo – afinal, sua reserva de emergência estará aplicada em algum investimento. O rendimento acabará suprindo essas eventuais alterações de mercado.

Determine um prazo para montagem da reserva

Com o valor total em mãos, você precisa determinar um prazo máximo para conclusão de sua reserva de emergência. Considere, claro, a sua realidade financeira: quanto você tem disponível para um aporte inicial ou aportes mensais?

Você pode escolher um produto financeiro para investir sua reserva e utilizar um simulador, geralmente oferecido pela própria corretora, para calcular o prazo ideal para acumular o montante desejado.

Faça um planejamento financeiro

Por fim, mas não menos importante (pelo contrário, inclusive!): faça um planejamento financeiro. Você sabe quanto e por quanto tempo deverá investir para sua reserva de emergência. Leve esse compromisso a sério!

Evite cair em tentações como promoções no shopping ou uma viagem de última hora, a não ser que você tenha condições de, ainda assim, manter o acordado com você mesmo em relação à sua reserva de emergência.

Lembre-se que a reserva de emergência é uma forma de você garantir a sua tranquilidade emocional nos momentos em que você mais irá precisar, como a falta de recursos financeiros em função de um desemprego ou a incapacidade de trabalhar, em função de uma doença, por exemplo.

A saúde mental e a saúde financeira, por incrível que pareça, andam lado a lado. Não abra mão das suas.

Onde deixar a reserva de emergência?

A reserva de emergência precisa ser aplicada em investimentos de baixo risco e alta liquidez.

 

Como já mencionado, a reserva de emergência não é aquele dinheiro guardado embaixo do colchão – nem os dólares que você pode ter escondido em um cofre no guarda-roupas.

Ela precisa oferecer alguma rentabilidade para você, crescendo de forma passiva ao longo do tempo (amém juros compostos), além de ter alta liquidez, ou seja, é um dinheiro que você precisa poder resgatar a qualquer momento.

Outro fator crucial é o risco: se é uma reserva de emergência, naturalmente você não pode correr riscos com esse valor. Assim, deve investir em produtos de risco zero ou baixíssimo, como é o caso da renda fixa.

Deixe para buscar rentabilidade alta quando sua reserva já estiver prontinha: aí sim, você pode ir atrás dos investimentos de renda variável, com maior potencial de rendimento (que sempre estará associado a maior risco, também!).

Para o seu fundo emergencial, considere os produtos indicados abaixo:

Tesouro Selic

São títulos emitidos pelo governo que funcionam como uma espécie de empréstimo. Neste caso, você estaria emprestando dinheiro para investimentos em setores públicos, como saúde, infraestrutura, educação, entre outros.

A rentabilidade do Tesouro você consegue conhecer no momento investir,, é calculada em cima da taxa Selic, a principal taxa da economia nacional.

Apesar de ter sofrido quedas no último ano (a Selic está, atualmente, em 4,25%), o Tesouro Selic é uma boa opção para investimento da reserva de emergência, pois possui liquidez diária.

Todos os dias, os lucros obtidos estarão disponíveis na sua conta. Além disso, você poderá revender o título a qualquer momento, rapidamente. É o próprio governo quem faz a recompra, e, no dia seguinte à venda, você já estará com todo o montante investido disponível para saque.

CDB

Semelhante ao Tesouro Selic, o CDB é um título em que o investidor estará emprestando dinheiro para determinadas operações. Mas, neste caso, o emissor do título (e quem estará pegando esse empréstimo) são os bancos.

Existem inúmeros produtos de CDB no mercado e você precisa ficar atento a isso: para a reserva de emergência, busque um CDB com liquidez diária.

Como você não sabe quando irá precisar do dinheiro da reserva, é importante que você possa resgatar o valor a qualquer momento. No caso do CDB com liquidez diária, o resgate pode ser feito no mesmo dia da solicitação.

 

 

Onde NÃO investir sua reserva de emergência?

Não invista sua reserva de emergência em produtos de risco ou com vencimentos limitados.

 

Como você já sabe, a reserva de emergência deve estar disponível de forma fácil e rápida, para ser utilizada em caso de imprevisto.

Por isso, investir em produtos com baixa liquidez (que seja difícil ou demorado recuperar o valor investido, como é o caso de um imóvel por exemplo) ou com limitações de vencimento, não lhe darão a segurança e tranquilidade que a reserva de emergência se propõe.

Você deve tomar cuidado com produtos financeiros que exigem um mínimo de permanência, ou cujas taxas sejam altas em caso de solicitação antecipada de resgate.

Outro ponto fundamental – até óbvio – é a questão do risco: sua reserva de emergência não pode, em hipótese alguma, estar atrelada a investimentos de risco.

E por risco queremos incluir aqueles investimentos de renda fixa que não são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), como os fundos de renda fixa ou os fundos DI.

Para se prevenir, considere sempre a reputação da corretora ou banco que você estará fazendo o investimento.

E depois da reserva de emergência?

Quando concluída sua reserva de emergência, aí sim, você pode começar a tomar outros rumos nos seus investimentos.

Aproveite que você já está adaptado à rotina de fazer aportes mensais e continue investindo. Nessa etapa, você poderá buscar produtos mais rentáveis, seja em função de um vencimento fixado a longo prazo, seja pelo risco assumido.

Algumas opções que podem ser interessantes para você:

 

Conclusão

A reserva de emergência reduz a carga de stress em momentos de dificuldades.

 

A reserva de emergência é passo inicial para qualquer pessoa que deseja sua independência financeira – ou, pelo menos, que prefere manter o equilíbrio em sua vida, sendo capaz de cobrir despesas em casos de necessidade.

Além disso, é a primeira coisa a ser feita por qualquer aspirante a investidor. Até porque, muitos investimentos são de risco e você precisa ter condições adequadas para manter seu estilo de vida, mesmo perdendo, ocasionalmente, algum dinheiro.

Falando nisso, se você já está com sua reserva de emergência em dia e se sente preparado para dar novos passos, confira outros artigos que preparamos para você:

 

 

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Obrigado por ler até aqui!