Taxa Selic – 3,75% ao ano

Atualizada em 18 de Março de 2020

 

A Selic é a taxa básica de juros do Brasil responsável pelo valor dos demais juros da economia, como financiamentos e empréstimos financeiros.

Além disso, ela pode influir na rentabilidade do seu dinheiro através dos investimentos e, até mesmo, na poupança.

Desde 2016, a taxa Selic tem sofrido diversos cortes. Basicamente, ela saiu de 14,25% a.a. até chegar em 3,75% ao ano.

Então, os investimentos de renda fixa se tornaram menos atrativos. Enquanto isso, há uma tendência de expansão na renda variável, como ações, commodities e Fundos Imobiliários.

Mesmo assim, o mercado ainda possui diversas oportunidades para fazer o seu dinheiro render com ativos mais seguros, como, por exemplo, Tesouro Direto e LCI.

Portanto, preparamos um guia completo sobre a taxa Selic para você começar a investir nos melhores investimentos a partir de agora. Veja o que você vai aprender:

 

  • O que é taxa Selic?
  • Quem estabelece a Selic?
  • Selic mensal e acumulada 2019
  • Qual a taxa Selic hoje?
  • Como funciona a taxa Selic
  • Como os rendimentos são influenciados pela Selic
  • Taxa Selic e Inflação
  • Investimentos que rendem mais que a Selic
  • Como investir no modalmais

 

Boa leitura!

O que é Taxa Selic?

Ela é a média ponderada das taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras no Brasil.

A taxa Selic pode ser considerada como a taxa básica de juros por ser utilizada nos empréstimos interbancários relacionados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

O que significa a palavra Selic?

Ela corresponde ao Sistema Especial de Liquidação e Custódia, que, por sua vez, consiste no sistema computadorizado utilizado pelo Banco Central.

O Selic serve para controlar a compra, venda e emissão de títulos de empréstimos interbancários.

Quem estabelece a Selic?

A reunião ocorre em duas etapas: perspectivas da economia e divulgação da decisão

 

A taxa Selic é definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

Ele foi instituído em 1996 com objetivo de trazer transparência e confiabilidade para o sistema financeiro no Brasil.

Assim, o Copom se reúne oito vezes ao ano – o que corresponde um período de 45 dias – para definir os rumos da taxa Selic.

Depois de cada reunião, o Banco Central emite uma ata na qual detalha sobre as decisões relacionada às taxas de juros, como, por exemplo, motivos de corte ou subida.

As atas do Copom podem ser acessadas através deste link.

Selic mensal e acumulada 2019

Em 2019, a taxa Selic iniciou o ano em 6,50% e fechou em 4,50%. Veja na tabela a seguir o seu acumulado:

 

MêsTaxa Selic (%)
Janeiro0,54
Fevereiro0,49
Março0,47
Abril0,52
Maio0,54
Junho0,47
Julho0,57
Agosto0,50
Setembro0,46
Outubro0,48
Novembro0,38
Dezembro0,37
Acumulado em 20196,13

Taxa Selic mensal e acumulada em 2019 – Fonte: Receita Federal

 

Perceba que a taxa Selic sofreu pequenas variações durante 2019. À medida em que o Copom realizou cortes, o seu valor mensal diminuiu.

Esse é o comportamento esperado, uma vez que a taxa divulgada pelo Copom consiste na meta para a taxa Selic.

Assim, caso ela permaneça inalterada por doze meses consecutivos, os valores mensais resultariam na meta.

Qual a taxa Selic hoje?

A sua meta está em 4,25% ao ano, definida no dia 5 de fevereiro de 2020. No mês de janeiro, a taxa Selic mensal ficou em 0,38%.

Como funciona a Taxa Selic

O seu objetivo é manter a inflação dentro da meta

 

A taxa Selic, que ouvimos falar diariamente, nada mais é do que uma referência para os juros praticados no mercado. Assim, ela é chamada de taxa Selic meta.

Nesse contexto, surge a taxa Selic Over. Ela consiste nos juros adotados nos empréstimos interbancários.

O termo Over vem de overnight, que, por sua vez, representa que a operação costuma ocorrer no curtíssimo prazo (1 dia útil).

Geralmente, a taxa Selic Over é conhecida no mercado como CDI. Assim, um banco empresta dinheiro ao outro sob taxa Selic meta e pode pegar emprestado à CDI.

Assim, as instituições se baseiam na Selic definida pelo Banco Central (Bacen), o que explica a proximidade entre as duas.

Como os rendimentos são influenciados pela Selic

A taxa Selic pode influenciar no seu dinheiro. E isso vai além dos juros de empréstimos e financiamentos.

O seu valor costuma estar atrelado aos rendimentos dos seus ativos, seja através de indexador ou de forma indireta, por exemplo, pelo CDI.

Tenha em mente que a taxa Selic funciona como uma referência de juros no país. Geralmente, ela é o menor dos juros brasileiros.

Sem contar que o CDI é o benchmark da renda fixa, que, por sua vez, depende da taxa básica.

Portanto, conheça agora de que forma os seus investimentos podem ser influenciados:

Títulos públicos

O Tesouro Selic costuma ter maior impacto diante do comportamento da taxa Selic. Isso porque ele rende 100% dela ao ano.

Então, se a taxa Selic aumenta, os rendimentos desse ativo também sobem, e vice-versa.

O Tesouro IPCA+ e o Prefixado podem sofrer efeitos indiretos em relação à taxa básica de juros.

Basicamente, os seus rendimentos são influenciados pelas expectativas dos juros futuros, que nada mais é do que a própria taxa Selic.

Assim, se há previsão de alta de juros, a rentabilidade desses títulos aumenta, e os preços unitários diminuem.

Além disso, o Tesouro IPCA+ também depende da taxa Selic pelo fato de que ela controla a inflação. Geralmente, se ela aumenta, os rendimentos do título também sobem, e vice-versa.

Cadernetas de poupança

Desde 2012, a poupança sofreu mudanças na sua forma de rentabilidade. Atualmente, os depósitos são remunerados da seguinte forma:

  • Se a taxa Selic estiver maior do que 8,5% ao ano: rentabilidade de 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR).
  • Para taxa Selic menor ou igual à 8,5% ao ano: rendimento de 70% da taxa Selic + TR.

Em 2019, a poupança rendeu 4,26%. Ao considerar a inflação de 4,31% do período, o retorno real foi de -0,05%.

Já quem possuía um investimento atrelado à taxa Selic, como, por exemplo, o Tesouro Selic, teve rendimento de 6,13% no ano e 1,82% de ganho real.

Tenha em mente que o retorno real corresponde ao seu poder de compra. Ele é o dinheiro que, de fato, vem para o seu bolso.

Em 2020, a poupança tende a ser uma opção ainda menos vantajosa. Com a taxa básica em 4,25% a.a., a sua rentabilidade será de 2,98% ao ano.

De acordo com o boletim Focus, referente à 31 de janeiro de 2020, a inflação projetada para o ano é de 3,40%. Assim, a caderneta deverá, novamente, ter ganho real negativo.

Portanto, este pode ser o momento ideal para você sair da poupança. Na renda fixa, é possível fazer o seu dinheiro render de verdade, com, por exemplo, Tesouro Selic.

Sem contar que há investimentos com liquidez diária. Assim, o investidor tem a opção de resgatar a qualquer momento sem se preocupar com o aniversário da aplicação.

Você vai conhecer, ainda neste artigo, ativos incríveis que podem render acima da taxa Selic.

CDI

Como sabemos, o valor da taxa Selic e do CDI são próximos. Então, quando a primeira sobe, o segundo segue a mesma trajetória.

No mercado, há diversos investimentos de renda fixa atrelados ao CDI, como CDB, LC e LCA.

Portanto, se o CDI aumenta, os rendimentos desses ativos também sobem, e vice-versa.

Em 2019, esse indexador fechou o ano em 5,94%. O ganho real foi de 1,63%, ou seja, o dinheiro investido aumentou o poder de compra do investidor.

Com o novo corte na taxa Selic, a projeção é de que o CDI fique próximo de 4,25% em 2020. Isso significa retorno de cerca de 0,85% acima da inflação.

Portanto, a renda fixa ainda pode ser considerada como uma boa opção para o seu capital.

Taxa Selic e Inflação

A inflação projetada até 2022 está abaixo de 4,0% ao ano

 

A taxa Selic é um mecanismo de controle do IPCA. Basicamente, a sua implementação teve como objetivo evitar a hiperinflação, como ocorreu no início da década de 90.

A inflação é monitorada periodicamente pelo Bacen. Se o seu comportamento demonstra aceleração elevada, o Copom pode subir a taxa Selic. Como efeito, temos:

 

  • Diminuição no consumo: os produtos tendem a se acumular nos estabelecimentos. Assim, os seus preços tendem a diminuir;
  • Aumento do preço de crédito: os financiamentos e empréstimos podem se tornar mais caros aos tomadores;
  • Subida nos rendimentos de ativos da renda fixa: são como incentivos para adiar o consumo imediato e fazer o dinheiro render para comprar no futuro;
  • Aumento dos juros da dívida pública: a Selic costuma ser um dos indexadores dos empréstimos tomados pelo governo para financiar a máquina pública. Assim, se ela aumenta, o custo para o Estado sobe.

 

A diminuição na taxa Selic costuma trazer mais benefícios ao país. Ela pode ser utilizada para aquecer a economia.

Geralmente, ela permite que mais dinheiro esteja em circulação no mercado. Assim, a inflação tende a aumentar com o tempo.

Os investimentos em renda variável podem se tornar mais atrativos, seja através do aumento da procura ou da melhoria nos resultados das empresas.

Sem contar que o crédito mais barato costuma incentivar que as companhias se desenvolvam, por exemplo, renovação de parque fabril ou compra de novos sistemas.

No cenário de juros baixos, o empreendedorismo também tende a aumentar, principalmente com a nova lei da Liberdade Econômica.

O custo da dívida pública diminui, o que é positivo para os cidadãos. De acordo com Paulo Guedes, ministro da economia, em 2020, o gasto cairá R$ 96 bilhões por conta da Selic baixa.

Perceba que todos esses fatores podem ajudar o país a se desenvolver mais. Por isso, o corte de juros de forma responsável costuma ser bem visto no mercado.

Investimentos que rendem mais que a Selic

Com os juros da economia das mínimas históricas, é comum ouvir que os investimentos de renda fixa perderam a atratividade.

Porém, isso depende do ativo escolhido. Há diversas oportunidades para fazer o seu dinheiro render sem abrir mão da segurança.

Geralmente, os investimentos ligados ao crédito privado, por exemplo, CDB, LCI, LC e LCA podem render mais do que a taxa Selic.

Uma dica é priorizar os ativos emitidos por instituições de pequeno e médio porte. Eles costumam oferecer rendimentos atrativos.

Nesse caso, o risco tende a ser maior. Porém, esses investimentos contam com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para valores de até R$ 250 mil.

Então, se ocorrer a quebra do emissor, você não perde o capital investido.

As debêntures também podem ser bons investimentos para ganhar acima da Selic. Porém, é preciso estar atento ao rating da empresa emissora, pois não há garantia do FGC.

Lembre-se de que as LCIs, LCAs e debêntures incentivadas são isentas de Imposto de Renda (IR). Portanto, elas tendem a trazer rendimentos atrativos.

Para ir além, há os investimentos da renda variável. Em 2019, o principal índice da Bolsa de Valores, o IBOV, subiu 31,56% contra 5,96% do CDI.

Então, se você possui perfil de investidor moderado ou arrojado, esses ativos podem ser boas alternativas para a sua carteira.

Os Fundos de Investimentos também tendem a trazer rendimentos acima da taxa Selic, principalmente os que possuem renda variável no portfólio.

Se você é iniciante ou não tem muito tempo para acompanhar o mercado, a gestão profissional pode fazer toda a diferença nos seus resultados.

Como investir no modalmais

Abra a sua conta e tenha todas as vantagens que só o modalmais pode oferecer

 

A taxa Selic em baixa mostra que a poupança ficou no passado. Portanto, chegou a hora de fazer o seu dinheiro render de verdade.

No modalmais, você pode investir de forma segura e com as melhores taxas do mercado. Para começar, basta abrir a sua conta agora mesmo.

Ao entrar na sua plataforma de investimentos, é possível encontrar ativos atrelados à taxa Selic, como, por exemplo, títulos públicos, CDB e LC.

Se você deseja investir em renda variável, no modalmais, você terá à disposição um dos melhores home brokers do Brasil.

Além disso, poderá contar com as nossas carteiras recomendadas para fazer o seu dinheiro render ainda mais.

Conclusão

Saia da poupança agora mesmo e abra a sua conta no modalmais

 

A taxa Selic influencia diretamente na vida dos brasileiros, seja na economia ou nos investimentos.

A partir de fevereiro de 2020, a taxa atingiu a mínima histórica. As projeções do Bacen são de que ela permanecerá baixa – e que o ciclo de cortes foi finalizado.

Caso a inflação acelere, há possibilidade de aumento na taxa Selic. Porém, no curto prazo, os efeitos das reduções ainda são tímidos.

Possivelmente, os 4,25% ao ano começarão a trazer efeitos na economia apenas no segundo semestre de 2020.

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Já nos investimentos, os impactos podem ser imediatos. Então, o cenário sugere que para ganhar acima da taxa Selic, você precisará tomar mais riscos.

Por isso, a gestão profissional, como oferecida nos Fundos de Investimentos, pode ser uma boa alternativa.

Caso você já possua experiência no mercado, os ativos ligados ao crédito privado e às empresas tendem a trazer retornos atrativos.

Para fazer o seu dinheiro render tanto quanto a taxa Selic, você só precisa abrir a sua conta no modalmais.

Aqui, você encontrará os melhores ativos e taxas do mercado. Aproveite e dê um novo rumo na sua vida financeira a partir de agora.

Obrigado por ler até aqui!