O risco de mercado é um elemento que envolve quase todas as classes de ativos. Para falar de modo mais abrangente, nenhum tipo de investimento está livre de risco.

Afinal, para começar, não há como afirmar categoricamente que uma aplicação vai gerar os resultados esperados. Até mesmo os mais seguros dos títulos podem sofrer com alguma alteração econômica – ou mesmo na instituição que o emitiu – que coloque em risco o investimento.

Por isso, é fundamental conhecer a fundo o risco de mercado. Neste artigo, discorreremos com detalhes sobre esse assunto. Acompanhe!

 

O que é o risco de mercado?

O risco de mercado abrange, basicamente, eventuais situações que podem fazer com que as suas aplicações resultem em prejuízos ou, simplesmente, não proporcionem o retorno esperado inicialmente.

Dessa forma, para medir o quanto um investimento está exposto ao risco de mercado, deve-se obter a diferença entre o desempenho dele e a variação de seu benchmark, ou seja, sua referência. No caso das ações, por exemplo, seu principal referencial é o Ibovespa. Já no caso da maioria dos produtos de renda fixa, o CDI.

Logo, a mudança de preços de um ativo, pressionado pelas alterações na curva de juros e até mesmo de outros parâmetros, como decisões governamentais, caracteriza-se como risco de mercado.

Quanto mais os preços de um ativo oscilam, maior é a sua volatilidade, ou seja, quanto maior a volatilidade do ativo, mais chances ele tem de apresentar variações em seu preço de forma repentina e expressiva. Assim, nenhum tipo de investimento está imune ao risco de mercado, visto que todos são baseados em taxas ou preços que variam a todo momento.

Os prazos também interferem na definição do risco de mercado. Quanto maior o vencimento de um ativo, mais significativos são os riscos que ele enfrenta, devido à sua exposição às variações do próprio mercado, motivadas por trocas de governo e diferentes decisões dele, crises financeiras a nível global ou mesmo nacional, escândalos envolvendo empresas e seus setores etc.

Como existem dezenas de variáveis que caracterizam o risco de mercado é sempre interessante que, como investidor, você esteja atento às recomendações de especialistas do mercado que acompanham cenário macroeconômico, entre outros assuntos decisivos para a economia.

Esses profissionais, em sua grande maioria, conhecem o risco atrelado a cada um dos ativos, podendo, dessa forma, orientar sobre os melhores momentos para executar uma operação — e, principalmente, como proceder nesse sentido.

 

Qual a importância do risco de mercado sobre os investimentos?

O grau de risco e o impacto que ele pode causar sobre determinado investimento, podem fazer com que, quem não tem tanto conhecimento no mercado financeiro, simplesmente, desista de investir o seu dinheiro

Ainda devido a esse desconhecimento, algumas pessoas tomam atitudes que, de certo modo, degradam seu patrimônio, como, por exemplo, ao deixarem seus recursos na poupança, acreditando que estão totalmente livres dos riscos existentes no mercado.

Em ambos os casos, a atitude está totalmente equivocada. O risco sempre existirá, e ele não se limita apenas em perder algum capital, mas, também, na falta de rentabilidade que alguns ativos podem apresentar.

Sendo assim, para investir com inteligência, é necessário conhecer esses riscos e, assim, aprender a tomar medidas para minimizá-los.

Antes de realizar a aplicação em qualquer tipo de investimento, você deve conhecer o seu perfil de investidor e verificar os principais fatores e eventos aos quais o ativo está mais exposto, para que, dessa forma você saiba decidir se irá investir ou se deve desconsiderar a operação e buscar outras mais atrativas e menos arriscadas.

Assim você poderá passar a utilizar o risco de mercado a seu favor: em vez de torná-lo apenas um fator de exclusão, avalie-o como um indicador que, em conjunto com outros, ajudarão você a decidir sobre quais os investimentos ideais para atender aos seus objetivos.

 

Quais são os demais tipos de riscos para os investimentos?

Entendido o conceito, funcionamento e importância de se conhecer o risco de mercado, passaremos para a próxima etapa deste breve estudo, onde você aprenderá sobre outros tipos existentes. Continue lendo!

 

Risco de liquidez

O primeiro é o risco de liquidez. Inicialmente, é necessário entender o conceito desse elemento: trata-se da capacidade que um investimento tem de ser negociado.

Logo, o principal risco envolvendo a liquidez diz respeito às chances que você tem de se desfazer de um determinado ativo. Imagine, por exemplo, que você deseja sair de uma posição comprada em ações. Para isso, deve vender os seus ativos, porém, não encontra outros investidores que desejam comprar esses papéis. Logo, temos um risco clássico de liquidez.

Nesse caso, ou você segura a posição até encontrar compradores no nível de preços desejado ou terá que aceitar vender os papéis em níveis mais baixos. Ainda assim, apenas o fará se houver comprador interessado neles.

 

Risco de Crédito 
A definição ideal para o risco de crédito é dada como a chance de inadimplência que pode existir em alguns ativos, atrelado a problemas financeiros de seu emissor. Por exemplo, no caso de uma debênture emitida por uma empresa que não consegue sanar suas dívidas e devolver os recursos “emprestados” por seus debenturistas, ao final do prazo estipulado.

 

Risco Operacional
O risco operacional ocorre quando há um erro na execução de determinada operação. Um exemplo disso seria se você entra em contato com a mesa de operações de determinada corretora, e solicita o envio de uma ordem de compra de uma ação, mas ela é enviada em outro papel.

Esse poderia ter sido causado, por exemplo, por um erro humano e que, até que fosse corrigido, traria transtornos para você, como investidor. Por isso a importância de poder contar com uma plataforma de investimento robusta e estável.

 

Quais riscos podem influenciar os meus investimentos?

Agora que você entendeu os tipos de riscos existente, mostraremos como eles podem impactar os seus investimentos. Acompanhe!

 

Investimentos de Renda Fixa

Como regra geral no mercado financeiro, pode-se dizer que, quanto maior a chance de retorno, maior o risco. Ao investir em renda fixa, por exemplo, em geral, espera-se um retorno inferior ao que se pode obter com a renda variável.

No entanto, nesse segmento há variados produtos que apresentam diferentes graus de risco, como as debêntures e os CRIs e CRAs, que não contam com a proteção do FGC, mas têm seus títulos classificados em diferentes ratings, o que serve para informar ao investidor sobre as chances de o emissor honrar ou não com seus pagamentos, o que caracterizaria um risco de crédito.

 

Investimentos de renda Variável

O mais impactante para os ativos de renda variável, sem dúvida é o risco de mercado. Como se sabe, esse segmento está, por natureza, mais exposto às variações do mercado e logo, sujeito à constantes oscilações nos preços de seus ativos. Além disso, como exemplificado no início deste artigo, com as ações, o risco de liquidez e o operacional também devem ser levados em consideração antes de se realizar uma aplicação nesse ativo.

 

Investimentos em Fundos de Investimento

Fundos de investimento dos mais variados tipos podem sofrer oscilações oriundas do mercado. Por exemplo, os do segmento imobiliário, representados pelos FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário). Além do risco de mercado, entre outros riscos comuns ao seu ambiente de negociação – mercado de Bolsa de Valores –, também podem sofrer com eventuais quedas na arrecadação de recursos de seus imóveis, o que caracterizaria como risco de crédito.

Por outro lado, até mesmo fundos que não negociam suas cotas em Bolsa de Valores, como os Multimercados, que têm, em geral, uma carteira variada e que, por vezes, é composta por ativos de renda fixa – com títulos de crédito privado, por exemplo – e variável, estão expostos, respectivamente nesse exemplo, ao risco de crédito e de mercado.

Outro ao qual estão expostos é o risco cambial. Alguns fundos têm em sua carteira ativos atrelados a moedas estrangeiras. Logo, uma variação nas taxas de câmbio pode ser encarada como uma forma de proteção de capital contra as flutuações nos preços de moedas euro e dólar americano, mas não deixa de apresentar um risco em casos de variações negativas dessas moedas.

 

Quais são as 3 dicas para minimizar o risco de mercado?

Para finalizar este artigo, apresentaremos 3 dicas que você pode seguir para minimizar possíveis impactos sobre seus investimentos, que podem ser causados pelo risco de mercado e os demais apresentados neste artigo. Veja quais são elas:

 

1. DIVERSIFIQUE OS SEUS INVESTIMENTOS

A principal dica é: diversifique os seus investimentos. Como você pôde perceber, um risco que, se concretizado, pode gerar um grande impacto sobre uma classe de ativos, pode ser mais dificilmente notado por outra.

Dessa forma, a diversificação balanceia os riscos sobre os investimentos, uma vez que dá a você como investidor a oportunidade de fracionar o seu capital em diversos ativos.

Assim, caso uma aplicação seja afetada por alguma questão relacionada aos seus riscos, outro investimento que gerou resultados positivos absorveria – reduzindo ou até mesmo anulando – essa perda.

Por outro lado, o investidor que aplica seus recursos em um único ativo fica totalmente exposto aos riscos que ele possui e às suas consequências. Basicamente, é aquela velha história: nunca deposite todos os ovos em uma única cesta.

2. AVALIE O SEU PERFIL DE INVESTIDOR
A diversificação de investimentos sempre deve acompanhar o perfil do investidor. Afinal, ele indicará o seu nível de aceitação ao risco, o que ajudará você a encontrar os investimentos ideais para a composição de sua carteira.

3. CONTE COM AJUDA PROFISSIONAL
O ideal é que você possa contar com a ajuda de um profissional de investimentos para auxiliar na montagem dessa carteira diversificada de acordo com seus objetivos e perfil.

Um profissional pode orientá-lo sobre os melhores investimentos para o seu perfil de investidor, sempre analisando os eventuais riscos que cada um deles carrega, de forma a aumentar as suas chances de obter uma boa rentabilidade e, principalmente, de forma segura.

Vale lembrar que esses profissionais precisam ter o conhecimento de mercado e as devidas certificações para dar esse tipo de orientação. Onde, então, encontrá-los? Em bancos de investimento, como o modalmais.

O risco de mercado e os demais existentes no universo dos investimentos não podem ser eliminados. Entretanto, se você seguir as dicas que mencionamos, terá a oportunidade de identificá-los e, pelo menos, reduzir o impacto que podem causar em sua carteira de ativos.

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