Quem não sonha em poder viver uma vida de qualidade, dedicando tempo em coisas que façam sentido e que tragam felicidade?

De que adianta dedicar-se ao máximo enquanto estiver ativo profissionalmente, se não for para conseguir um período tranquilo para gozar de sua aposentadoria?

 

Leia também: Previdência Privada: saiba o que é e como escolher.

 

Um emprego (seja ele qual for) é uma necessidade, mas não precisa durar para sempre: o que você precisa fazer é organizar suas finanças de forma a conseguir fontes de renda alternativas.

O famoso “você trabalha para o dinheiro ou o dinheiro trabalha para você”?

Independência financeira é alcançar uma posição em que você se liberta da obrigatoriedade de trabalhar, podendo viver meses, ou até anos, através dos rendimentos obtidos com seu patrimônio.

Vamos ensinar como você pode melhorar essa relação com as questões materiais, conquistando independência financeira no longo prazo.

 

Neste artigo, vamos abordar:

  • O que é independência financeira?
  • Quais os tipos de independência financeira
  • Como conquistar a independência financeira em 8 passos
  • Quais investimentos devo escolher?
  • O que é renda passiva?
  • Como calcular a sua independência financeira
  • Como conseguir independência financeira para o longo prazo e viver de renda

 

Boa leitura!

O que é independência financeira

A independência financeira é a conquista de um relacionamento saudável com o dinheiro.
 

Independência financeira é você ter uma relação saudável com o dinheiro. Não é que deixamos de precisar dele; afinal, todos dependemos de dinheiro para viver, independentemente do estilo de vida adotado.

Mas o que nos consome, muitas vezes, é a sensação de estar sempre correndo atrás do dinheiro, sem nunca aproveitar o caminho.

É o que acontece quando você sempre gasta tudo que ganha e nunca pode, por exemplo, tirar um mês ou dois para fazer aquela viagem que sempre sonhou.

É aquele desespero que bate quando você, autônomo, enfrenta uma crise ou uma doença e não tem condições de trabalhar para trazer sustento para casa.

A independência financeira tira da equação esse sentimento. Você é o senhor do seu dinheiro, do seu tempo, da sua vida: e, como tal, pode viver da forma que escolheu, pois está preparado para isso.

Como diria o romancista francês Alexandre Dumas Filho:

“Não estimes o dinheiro nem mais, nem menos do que ele vale: é um bom servidor e um péssimo amo”.
 

Quais os tipos de independência financeira

A verdade é que existem tipos de independência financeira: depende do que você considera como “independência”.

 

Para algumas pessoas, ser independente financeiramente é poder comprar as coisas que deseja sem precisar pedir dinheiro para os pais ou dar satisfação para alguém.

Ainda assim, é fazer o dinheiro atender suas necessidades – jamais o contrário.
 
Liberdade de curto prazo

Primeiro estágio da independência financeira, a liberdade de curto prazo nada mais é do que sua reserva de emergência.

Nessa fase, você pode ficar de 2 a 12 meses sem um emprego formal, utilizando sua reserva para garantir as contas básicas da sua casa.

É fundamental, para garantir sua qualidade de vida e sua saúde mental em momentos de crise, seja econômica, seja individual, como uma doença, um acidente ou o desemprego.
 
Independência de contas

Essa estágio significa estar livre de dívidas. Não é fácil, sabemos: segundo o Serasa Experian, mais de 63 milhões de pessoas encerraram o ano de 2019 com o nome sujo, e o número de contas não pagas ou atrasadas chegou a 226,6 milhões.

Se você faz parte desta estatística, é preciso organizar seu financeiro para tentar sair do vermelho.

Agora, se o seu CPF segue limpo, continue pagando suas contas à vista e evite contrair dívidas, mantendo um padrão de vida alinhado com o dinheiro que você ganha.
 
Liberdade de emprego

A liberdade de emprego significa que, se o seu emprego faltar, você terá uma outra fonte de renda para continuar vivendo por um bom tempo.

No caso de famílias, esse nível de independência financeira é fundamental. Assim, o marido ou esposa pode decidir trocar de emprego, se dedicar à casa ou fazer um curso fora da cidade, sem comprometer o planejamento familiar.

Independência total

O último estágio é o desejado “viver de renda”, em que você é livre, finalmente, de empregos, dívidas e afins, e pode viver de renda passiva, ou seja, aquela obtida através dos seus investimentos e patrimônio construído.

 

O seu padrão de vida pode ser, tranquilamente, sustentado com a renda proveniente de seu patrimônio, como recebimento de dividendos ou aluguéis de imóveis, por exemplo.

 

Leia também: Fundos Imobiliários : o que são e como investir (Guia completo de FIIs).
 

Como conquistar a independência financeira em 8 passos

Um planejamento levado a sério é o primeiro passo para a independência financeira.
 

Agora que você já sabe o que é independência financeira, que tal conferir os 8 passos que separamos para lhe ajudar a organizar o seu planejamento pessoal e familiar?

Com eles, você pode começar a organizar suas contas e dedicar-se nas mudanças necessárias para mudar sua relação com o dinheiro, aproveitando o melhor que ele tem para lhe oferecer. Vamos lá?

#1 Crie um planejamento financeiro

O primeiro passo é fazer um planejamento financeiro. O objetivo, aqui, é você relacionar suas fontes de renda e despesas, anotando todos — todos mesmo! — os gastos do dia a dia.

Você pode usar um aplicativo (existem vários gratuitos), planilhas de Excel, bloco e caneta, enfim. O meio não importa, desde que você coloque seu planejamento na sua rotina e não deixe de acompanhar.

#2 Defina teto para os gastos

Outro ponto crucial é definir limites para diferentes categorias de gastos. E claro, respeitá-los.

Estabeleça um teto para despesas com:

  • Alimentação;
  • Lazer;
  • Educação;
  • Saúde/Esporte;
  • Contas fixas (como água, luz, internet);
  • Vestuário;
  • Decoração;
  • Presentes;
  • Entre outros.

#3 Defina metas de curto, médio e longo prazo

Além do teto para despesas, você precisa ter metas para direcionar suas decisões. Por exemplo, se uma meta é comprar um novo celular em 5 meses, você vai pensar duas vezes antes de gastar dinheiro com aquela calça que você viu na vitrine da loja.

#4 Faça uma reserva de emergência

Já falamos sobre a importância da reserva de emergência: é o primeiro estágio para a independência financeira, oportunizando uma independência de curto prazo.

A reserva de emergência garante que você possa manter o seu padrão de vida (sem excessos, claro) em casos de dificuldades temporárias, como desemprego ou um acidente, por exemplo.

Importante lembrar que para uma reserva de emergência você deve buscar investir de forma inteligente o seu dinheiro.

 

Leia também: Poupança ou Tesouro Direto: o que rende mais?

#5 Tente uma renda extra

Existem inúmeras oportunidades de trabalho autônomo para quem busca renda extra.
 

Se o salário do seu emprego formal não é o suficiente para cobrir suas despesas básicas, quitar as dívidas e guardar parte dele, tente buscar uma renda extra.

A facilidade de abrir um MEI possibilita que diversos informais atuem de forma profissional, por exemplo. Além disso, existem inúmeras oportunidades que surgiram com a evolução tecnológica e a mudança de comportamento de consumo das pessoas.

Busque algo que você goste e possa fazer em horários livres para, assim, aumentar a sua renda.

#6 Faça pesquisa de preços

Lembra que você tem um teto para os gastos, certo? Então, isso significa que você deve pesquisar preços, aproveitar as promoções e, claro, pedir desconto!

#7 Renegocie dívidas

Um dos pontos essenciais para a independência financeira é você estar independente de contas. Ou seja: livre das dívidas.

Com o planejamento financeiro, você vai ter condições de dedicar parte do seu dinheiro para a negociação e pagamento total dessas contas.

Avalie as possibilidades e fuja de negociações que envolvem o novo parcelamento do saldo devedor: você estará somando juros sobre juros e, acredite, sua dívida vai virar uma bola de neve.

#8 Invista seu dinheiro

Dívidas quitadas, gastos controlados e uma parcela do seu dinheiro guardada para investir: hora de escolher investimentos que atendam suas metas de curto, médio e longo prazo, e façam seu patrimônio crescer.

Investir de forma inteligente é a melhor maneira de começar a fazer o seu dinheiro trabalhar por você: com a rentabilidade obtida através dos juros compostos, você terá condições de alcançar uma independência financeira no longo prazo e viver desse rendimento.
 

Quais investimentos devo escolher?

A independência financeira pode ser alcançada tanto com investimentos de renda fixa quanto variável.
 
A escolha do investimento deve ser pautada conforme seus objetivos e expectativas, além de, claro, respeitar o seu perfil de investidor.

 

Vamos listar, abaixo, algumas sugestões de produtos financeiros para você investir, de acordo com a etapa da independência financeira ou possíveis interesses. Veja:

Para a reserva de emergência

Para a reserva de emergência, é fundamental que você opte por investimentos com maior liquidez, ou seja, que permitam resgate imediato. Além disso, eles devem ser de baixo risco. Afinal, sua reserva de emergência não pode ficar refém das volatilidades do mercado.

Algumas opções recomendadas são:

Para renda recorrente

Existem investimentos que oferecem uma renda recorrente, ou seja, você faz o aporte e recebe, periodicamente, os rendimentos daquele investimento. É o caso de ações de empresas que distribuem dividendos e fundos de investimento imobiliários.

 

Leia também: Buy and hold: o que é, vantagens e por que usar.

OBS: Não esqueça de validar se está de acordo com o seu perfil de investidor.
 
Para sua aposentadoria

Você também pode optar por investimentos de maior prazo. Quanto mais tempo investido seu dinheiro, maior será a rentabilidade. Por exemplo:

 

 
Para aumentar seu capital

Antes da dica a seguir, é importante verificar o seu perfil de investidor, se o mesmo está de acordo com os investimentos citados abaixo.

Uma vez tendo sua reserva de emergência garantida e um bom patrimônio aplicado na renda fixa, você pode aumentar sua carteira de investimentos alocando parte do capital (até 20% é o recomendável) na renda variável, assumindo mais riscos.

Esses produtos possibilitam um rápido crescimento de capital, dependendo de sua estratégia. Algumas operações e investimentos que podem ser realizados para isso, são:

 

 

O que é renda passiva?

A renda passiva é aquele rendimento obtido independentemente do seu trabalho. Por exemplo: se você é vendedor autônomo e ficar uma semana com gripe em casa, você não ganha nada por essa semana não trabalhada.

Quando se tem a renda passiva, não importa se você está trabalhando ou deitado em uma rede na praia: o dinheiro sempre vai cair na sua conta!

E essa é a grande sensação de liberdade que a independência financeira proporciona: você sabe que não precisa depender do seu esforço pessoal e mão de obra para conseguir manter sua qualidade e padrão de vida.

 

Como calcular a sua independência financeira 

Assim como a reserva de emergência exige um planejamento e um cálculo para definição do valor, podendo variar de pessoa para pessoa, a independência financeira também é dependente do estilo de vida e das expectativas de quem está a buscando essa alternativa.

Para definir o patrimônio ideal para que você possa viver somente dos rendimentos, você deve levar em consideração:

 

  • O montante anual de despesas, conforme seu planejamento financeiro;
  • Os juros reais da aplicação.

 

Juro real é o percentual de retorno do investimento após o desconto da inflação. Ou seja, quanto, de fato, você ganhou (ou perdeu) naquela operação.

Um investimento que tenha rentabilidade igual ao IPCA, por exemplo, tem juro real 0%, já que o dinheiro rendeu tanto quanto aumentou a inflação do período.

 

Tendo em vista esses fatores, vamos ao cálculo.

 

Quanto tenho que guardar?

Digamos que você tenha um custo de vida mensal de R$ 3.500. No ano, você tem R$ 42 mil de despesas.

Você está investindo dinheiro em um produto que oferece 4% de lucro real. Assim, para calcular o patrimônio necessário para viver somente do rendimento, você deve dividir o seu custo anual pelo lucro real transformando em numeral. Assim:

 

Patrimônio Ideal = Custo anual / (Lucro Real/100)

 

Em nosso exemplo, ficaria:

 

Patrimônio ideal = 42.000 / 0,04

Patrimônio ideal = R$ 1.050.000,00

 

Claro que é uma estimativa, já que a inflação é variável. É importante, portanto, que você escolha produtos com boa rentabilidade, já que, quanto maior a taxa de rentabilidade, maior será a diferença entre ela e o IPCA e, portanto, maior os juros reais.

Quanto maior o juro real, menor será o patrimônio necessário para você alcançar a renda passiva desejada.

Como conseguir independência financeira para o longo prazo e viver de renda

Já trouxemos, neste artigo, inúmeras dicas para você organizar sua vida financeira e garantir sua independência, conquistando uma renda passiva que permita manter seu padrão de vida.

Existem inúmeros produtos que oferecem pagamento periódico de rendimentos, além de opções que, se bem estudadas, podem fazer crescer o seu patrimônio rapidamente.

Lembre-se, porém, que, quanto maior a rentabilidade prometida, maior o risco. Ganhos passados não garantem ganhos futuros. Então, fique atento, analise com cuidado as opções e conte com um assessor de investimentos sempre que necessário.

Confie em quem oferece produtos seguros, baixos custos e ferramentas que permitem validar suas decisões. O modalmais é o banco digital do investidor e a melhor opção para você começar a construir sua independência financeira.

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Conclusão

A independência financeira pode garantir um futuro tranquilo para você e sua família.

 

A independência financeira é uma conquista pessoal de extrema relevância na vida de qualquer pessoa.

 

Para conquistá-la, você viu que não é tão difícil: basta um planejamento bem feito e controle sobre o seu dinheiro. Não se deixe levar pela emoção do momento e foque nas coisas que realmente importam: seu futuro garantido!

 

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