Renda passiva e ativa são dois conceitos totalmente diferentes, porém com uma mesma finalidade que é a de fornecer fontes de recursos para o seu detentor. Entretanto, as formas de obter cada uma delas podem ser bem distintas.

Muitas pessoas investem em somente uma, esquecendo-se da outra, quando, na verdade, deveria existir um equilíbrio entre elas, visando sempre a proteção de renda da pessoa frente a possíveis momentos de instabilidade com alguma das fontes.

Neste artigo, mostraremos as principais diferenças entre ambos os conceitos e como você pode constituir uma renda passiva e ativa. Acompanhe e boa leitura!

 

O que é renda passiva?

A renda passiva é obtida expandindo a sua receita sem aumentar o seu esforço de trabalho. Esse conceito faz muito sentido com aquela velha máxima que diz: “o seu dinheiro trabalhando para você”. Uma forma simples de entender o conceito de renda passiva seria colocar uma quantia em dinheiro na poupança e, simplesmente, utilizar os juros pagos para custear todo o seu padrão de vida.

Obviamente, ter uma renda passiva com a poupança é algo praticamente inviável, dadas as últimas reduções nas taxas de juros e na rentabilidade desse tipo de aplicação. Entretanto, é uma forma simples de entender esse conceito.

Em outras palavras, ela pode ser definida como o rendimento financeiro que uma pessoa tem, sem precisar dedicar seu tempo e um esforço contínuo. A ideia é que a renda passiva continue gerando recursos mesmo se você resolver sair de férias por alguns dias ou, ainda, adotar um ano sabático, sem trabalhar durante os 12 meses.

A grande vantagem da renda passiva — e o principal motivo de muitas pessoas a desejarem — é justamente essa ideia de ter certo grau de independência financeira que não tenha origem em uma atividade profissional, fazendo com que, de fato, o dinheiro trabalhe para você, e não o contrário disso, como normalmente acontece.

A renda passiva pode ser originada, por exemplo, por meio de uma obra literária ou artística, em que o autor receberá o devido lucro com os ganhos da venda e divulgações de sua criação, devido aos direitos autorais da obra, ou obtida por pessoas que compram imóveis e alugam para terceiros, além claro, de poder ser originada por meio de recursos investidos com esse objetivo, de criação de novas receitas, entre outras formas.

Em outro tópico deste artigo, aprofundaremos um pouco mais os tipos de renda passiva.

 

Qual é a diferença entre renda passiva e ativa?

A renda ativa é o extremo oposto do tipo anterior. Ela é obtida a partir do desenvolvimento de um trabalho, que exige uma quantidade de horas trabalhadas dedicadas a ações precisas e detalhadas que, ao final de um período, proporcionam um ganho, podendo ser preestabelecido, como salário, pró-labore, ou variáveis, como bônus, comissões, entre outros.

A grande questão da renda ativa está no fato de ela ser gerada pelo esforço contínuo da pessoa, mesmo que ela ainda conte com o auxílio de máquinas, ferramentas e auxiliares. Independentemente da situação, ela deverá dedicar parte da sua vida, horas do dia, para gerar essa renda. Quando ela não desejar mais desempenhar a atividade, essa receita simplesmente desaparecerá até que outra fonte de renda seja constituída.

Obviamente que não estamos desmerecendo ou desincentivando as fontes de renda ativa, que são fundamentais para construir um patrimônio sólido, com o estilo de vida que você escolheu e traçou. Entretanto, depender apenas dela pode ser um grande risco, especialmente se todo o seu rendimento mensal está centralizado na sua atividade e eventualmente ela precise ser interrompida, como é caso do que aconteceu a muitas atividades em meio à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, por exemplo.

 

Quais as diferenças entre renda passiva e renda extra?

É feita uma confusão muito grande entre a renda passiva e a renda extra. Existem pessoas que trabalham com atividades alternativas, como a criação e venda de cursos online, trabalhos de freelancers, – enfim, são infinitas atividades.

Essas atividades podem sim ser potenciais geradoras de recursos, entretanto quaisquer uma dessas atividades não devem ser consideradas como de renda passiva, mas, sim, geradoras de renda extra e, até mesmo, ativa, dependendo do caso. Isso porque, em alguns casos, elas exigem atividade intensa, presença e, muitas vezes, grande dedicação de tempo.

Quando ela não fica um grande período de tempo realizando a atividade, ainda assim, existe a necessidade de um estudo e desenvolvimento técnico muito grande, como é o caso do Trader, que às vezes precisa de meses de preparação antes de fazer suas operações na Bolsa de Valores.

Portanto, é importante ter em mente que a renda passiva está ligada ao tipo de esforço que você faz para obter aquela receita. Se são necessários grandes esforços ou alta dedicação de tempo, de fato, não estamos tratando de uma renda passiva, mas de uma renda extra ou, possivelmente, ativa, dependendo do caso.

A renda extra também é um importante ingrediente para compor o patrimônio de uma pessoa que, com o passar dos anos, pode ter investido de forma inteligente para, a partir de então, constituir uma verdadeira fonte de renda passiva que não exija tempo e trabalho do investidor para obter os ganhos.

 

Quais são os tipos de renda passiva?

Para ter uma renda passiva, a forma mais comum e eficiente é por meio dos investimentos. No início deste artigo, utilizamos como exemplo a poupança. Ela, de fato, poderia ser classificada como renda passiva – afinal, você deixa o dinheiro aplicado e recebe pela sua valorização.

Entretanto, sabemos que, nos últimos anos, a poupança teve a sua rentabilidade cortada brutalmente, sendo até mesmo possível acabar perdendo o valor real do dinheiro, com esse tipo de aplicação, por conta das variações na inflação brasileira. Por esse motivo, existem outras modalidades, que discorreremos no próximo tópico.

Além disso, existe a renda passiva, advinda de criações, como já mencionamos, livros, obras literárias, criação de produtos para outra empresa, possibilitando o recebimento dos devidos royalties, bem como a compra de imóveis para locação. Todavia, todas essas aplicações dependem de alguns fatores que variam desde um conhecimento técnico específico, ao talento para criação de produtos ou obras. Por isso, quando se fala de renda passiva, a opção de primeira escolha será sempre os investimentos.

Basicamente, existem dois tipos de renda passiva: uma com capital, que é quando você utiliza um recurso financeiro como meio para angariar novas receitas financeiras, e a renda passiva sem capital. Essa última se refere a receitas passivas provenientes de outros meios, com pensões, direito de imagem etc.

Quais são os melhores investimentos para renda passiva de longo prazo?

Agora que você já entendeu o conceito de renda passiva e, principalmente, sabe as diferenças dele para a renda ativa e a extra, mostraremos alguns exemplos, diversificados, para que você possa constituir receita recorrente sem ter trabalho contínuo. Acompanhe!

Tesouro Direto

O tesouro direto, sem dúvidas, é uma excelente e fácil forma de ter renda passiva de forma segura e sem um investimento tão elevado. Atualmente, é possível investir pouco dinheiro para começar e ir acumulando capital até certo ponto da vida para, em seguida, obter a tão sonhada renda passiva.

Nesse caso, o foco deve ser sempre no longo prazo, pois o objetivo principal é que você acumule uma quantia maior de dinheiro para que os juros incidentes sobre a aplicação sejam capazes de arcar com o seu estilo de vida ou, pelo menos, servir como uma complementação.

Para isso, o primeiro passo é abrir uma conta em uma instituição bancária que tenha uma plataforma de investimento sólida e de fácil acesso, como o modalmais. Ela fará o papel de agente de custódia, colocando à sua disposição os títulos. As principais características de cada um deles são:

  •  Tesouro prefixado (LTN) – possui rentabilidade pré-definida sobre o valor investido, se mantido até a data de vencimento do título;
  •  Tesouro SELIC – a sua rentabilidade é atrelada à taxa básica de juros da economia, que pode sofrer alterações de acordo com as definições dadas pelo Copom (Comitê de Política Monetária);
  •  Tesouro IPCA – tem um rendimento atrelado à variação desse indicador da inflação do nosso país, acrescido de uma taxa prefixada, que o investidor fica sabendo no exato momento em que adquire o título. Os rendimentos informados são obtidos se os títulos forem mantidos até a data de vencimento.

Porém, nesse caso, a recomendação recai especialmente para os títulos indicados para esse horizonte de investimentos a longo prazo: IPCA+ (com ou sem juros semestrais) e o Prefixado com juros semestrais. Para ambos, o foco especial em juros semestrais se dá pelo fato de que, nessa periodicidade informada, você como investidor recebe um valor proporcional da rentabilidade contratada.

Assim que você adquirir o título, deverá continuar investindo a cada mês até alcançar a quantia necessária. Vale a pena ressaltar que, sobre o rendimento auferido nos títulos do tesouro direto, ocorrerá a cobrança do Imposto de Renda.

 

Títulos de renda fixa Privada

Os títulos de renda fixa também são excelentes formas de obter renda passiva, isso porque, assim como em outras modalidades, você adquire o ativo – sendo que pode aplicar em títulos de diferentes vencimentos – e, conforme as receitas forem geradas, aumentar os valores de suas próximas aplicações, além claro, de chegar a certo ponto, em que seja possível obter uma rentabilidade capaz de suprir todas as suas necessidades básicas.

Existem vários títulos de renda fixa, tais como:

Previdência privada

Outro tipo de investimento que pode ser utilizado como renda passiva é a previdência privada. Nessa modalidade, existe um período de acumulação em que o investidor faz as aplicações mensais até chegar a determinado montante ou investe um único valor.

Depois de um prazo, a instituição paga uma quantia mensal por certo período ou até o fim da vida, podendo ser estendido aos beneficiários, dependendo do plano contratado. As vantagens da previdência privada estão fundadas no fato de ser possível planejar a aposentadoria de forma mais tranquila, utilizando esse valor como um complemento para o montante recebido do INSS.

Dividendos

Os dividendos são distribuição de lucros das empresas que têm suas ações negociadas na Bolsa de Valores. Nesse caso, depois de escolher uma boa plataforma de investimentos, o investidor procura uma empresa que seja uma boa pagadora de dividendos e compra as suas ações.

Assim, periodicamente, quando ocorre a distribuição de lucros das empresas, você receberá um montante correspondente ao percentual da sua participação no capital da companhia. A desvantagem desse tipo de investimento é que você ficará dependente dos lucros da empresa, além de ficar exposto a possíveis variações e oscilações do mercado.

Entretanto, o investimento em ações para obter dividendos pode ser considerado como uma forma de renda passiva pelo fato de dispensar a necessidade de executar qualquer tipo de atividade, exceto aquelas que precedem a aquisição dos papéis, como análise da empresa, entre outros.

Fundos de investimento

Por fim, temos os fundos de investimento. Basicamente, nessas aplicações, o investidor aplica determinado valor e dessa forma adquire uma quantidade de cotas que compõem o patrimônio do fundo. Esse recurso é utilizado pelos gestores – seguindo os regulamentos e objetivos de cada fundo – para fazer inúmeras operações no mercado financeiro, possibilitando o aproveitamento de várias taxas de rentabilidade e fracionamento de riscos.

Os fundos de investimento podem ser considerados como uma forma de renda passiva pelo fato de não existir a necessidade de executar nenhum tipo de trabalho ou estudo após a aplicação. Tudo isso é feito pelo gestor do fundo.

A vantagem dessa modalidade de renda passiva está na possibilidade de escolha de pelo investidor, tais como:

Sempre existirá um fundo de investimento adequado às suas necessidades, aos perfis e objetivos.

Além de conhecer as opções de renda passiva que estão à disposição, também é importante definir bem o seu perfil de investidor. Por exemplo, se você é mais conservador e não está disposto a correr muito risco, certamente as primeiras opções, os títulos públicos ou outros de renda fixa, serão alternativas mais interessantes.

Entretanto, se você quiser correr um pouco mais de risco, porém com possibilidades de ganhos mais elevados, vale a pena investir nas outras modalidades.

Como você pode perceber, renda passiva e ativa são conceitos totalmente distintos, porém você pode possuir os dois tipos de fonte de recursos. Para tanto, é fundamental aplicar em ativos corretos, sempre adequados com o seu perfil, às suas necessidades e os seus objetivos.

Para saber mais sobre esse e outros assuntos relacionados a investimentos, abra a sua conta no modalmais e conheça todas as opções de investimentos que temos à sua disposição.